11 junho 2012

dicas de lançamentos de junho

Junho começou agitado nos lançamentos, só na primeira semana uma leva de bons lançamentos merecem ser comentados. Alguns deles são os famosos reissues e edições de aniversário como no caso de 40 anos do álbum "Ziggy Stardust" de David Bowie. Vamos às recomendações: A veterana Patti Smith reaparece com o álbum "Banga", com produção de Lenny Kaye, participações de Tom Verlaine (Television) e até Johnny Depp tocando guitarra e bateria na abertura de "Banga". Pode não ser comparado a clássicos como "Horses" ou "Radio Ethiopia", mas digno de quem já fez obras primas do pré-punk.



Na onda dos relançamentos vem Paul Simon com "Graceland" seu clássico de 1986, numa edição especial do aniversário de 25 anos desse grande disco. Foi o grande flerte de Paul Simon com a musica africana, um álbum inspiradíssimo. A edição em cd duplo traz o album "Graceland" mais bonus tracks e acompanha também um DVD documentário e videos da epoca.



O troféu de melhor pacote de reissues desse mes fica pro My Bloody Valentine com tres discos "My Bloody EP's 1988-1991", e os clássicos "Isn't Anything" e "Loveless". Se voce não tem os originais da época ou mesmo que tenha vale a pena pegar esses relançamentos, pois o guitarrista Kevin Shields remasterizou tudo com aquela categoria e perfeccionismo que marcou a obra do grupo e tem mais "Loveless" agora é duplo. Essenciais!!!



Neil Young retorna com novo disco e reunindo seus companheiros do Crazy Horse em "Americana". Um disco que dividiu opiniões, muitos esperavam um novo "Harvest" ou "After the Gold Rush", mas convenhamos, Neil Young não precisa provar mais nada pra ninguem. Um cara que criou tantos discos memoráveis, nem precisa mais se superar, o que vier é lucro. Mesmo assim ainda acho um disco digno de Neil Young.

 

Os suecos do Hives investem naquela velha fórmula criada por eles desde o primeiro disco, rock básico com influencias de punk e garage rock em "Les Hives". Se voce procura por rock sem firulas, o Hives vai direto ao assunto.




Comemorando seus 40 anos do lançamnto, "Ziggy Stardust" de David Bowie é daqueles clássicos indiscutíveis, que mudou a cara do rock na decada de 70 e tornou-se um dos álbuns mais influentes de todos os tempos. Nessa edição em vinil, completa-se com um CD encartado e alguns outtakes que não apareceram nas edições de aniversário anteriores.
Uma volta bem recebida foi de Kevin Rowland e seu Dexys, que na década de 80 atendia por Dexys Midnight Runners e agora abreviaram para Dexys. Muitos os creditam como "one hit wonders" pelo sucesso de "C'mon Eileen" na década de 80, mas eles tiveram outros hits como "Geno" e "Jack Wilson Said", por exemplo. Tres grandes álbuns e uma investida em carreira solo de Kevin Rowland. O álbum "One Day I'm Going To Soar" traz musicas inspiradas e bons momentos na voz de Kevin Rowland e isso é mais do que suficiente para uma volta à ativa.

 

A belíssima Tracy Tracy também está de volta com o Primitives, uma banda de power pop dos anos 90, famosa pelo hit "Crash" (recentemente regravada pelo Belle & Sebastian). O álbum "Echoes And Rhymes" traz regravações incríveis de gente famosa da decada de 60 como Jackie DeShannon e Gordon Lightfoot, por exemplo, tudo com delicioso sabor de power pop.



A saga oitentista em termos de influencias continua forte nas novas bandas, é o caso das duas próximas recomendações. A primeira vem do Brooklyn (o novo polo criativo do rock americano). Friends é o nome da banda e o disco "Manifest"!, algo inspirado em Cindy Lauper, Prince e Talking Heads, mas com um bom   resultando final.

  

Do lado britanico vem o Citizens! com o álbum "Here We Are", resgatando influencias de Human League, Depeche Mode, Gary Numan e do New Romantic do Visage.



O Canadá mais uma vez se faz presente com o seu duo Japandroids. Uma banda que eu acreditei desde o primeiro disco e seus compactos. Aparentemente aquela barulheira toda ao vivo poderia não dar em nada, mas os caras conseguiram nesse álbum "Celebration Rock" provar que não é apenas "noise", puro e simples.

 

Mais experimentais e surpreendentes reaparecem, o Liars com outro grande disco, tão bom quanto o álbum Liars de 2007 e "Sisterworld" de 2010.



Infalíveis também são os islandeses do Sigur Rós. Sou fã dos caras desde aquele disco que lancei pela Trama no inicio de 2000. Depois de um ótimo disco ao vivo no ano passado e as investidas solo do vocalista Jónsi vem esse excelente "Valtari".



No primeiro álbum a dupla americana Best Coast foi muito bem recebida, neste segundo trabalho alguns cobraram as letras de Beth Cosentino, alegando que são fracas e infantis. Levando em consideração que estamos falando de um duo pop, dá pra dar um desconto nas letras e reconhecer que o disco é bom.
Outra banda americana infalível é o Walkmen; conheço esses caras desde que eles eram Jonathan Fire Eater, depois mudaram pra Walkmen e veio o hit alternativo The Rat. Mas não ficou só nisso, bons discos na sequencia, adoro aquele remake de "Pussycats" (disco clássico dos anos 70 com Harry Nilson e John Lennon). Em 2010 "Lisbon" foi outro ótimo disco. Agora esse "Heaven" é uma sequencia do álbum anterior.


Antes que me esqueça tem ainda os relançamentos do Sugar do fabuloso Bob Mould que nos deu nos anos oitenta o sensacional Husker Du. Na década de 90 ele veio com o Sugar e tres discos fantásticos, "Copper Blue", "Beaster" e "File Under Easy Listening". O mais essencial dos tres é "Copper Blue", reeditado em formato triplo, dois CDs e um DVD contendo faixas e videos inéditos. Meus caros, como sempre não tenho links pra voces baixarem os discos, mas se houver interesse procurem por aí e se gostarem peguem os formatos fisicos, pois valem a pena. Falar nisso deixo voces com um video mostrando mais vinis interessantes como os japoneses do Flower Travelin Band, a edição dupla de "L.A.Woman" dos Doors, uma maravilha do Soft Machine ao vivo. Tem ainda os americanos pós punk do Pere Ubu em um discaço chamado "Pensylvania". Tres coletaneas completam essa edição: "Sideburn Sounds" com bandas de todo mundo, até nosso Golden Boys da década de 60. Outra altamente recomendável são os dois volumes da série "Turkish Freakout", que compila artistas turcos da década de 60 e inicio dos anos 70. Bizarrices à parte são tres ótimas coletaneas.