12 fevereiro 2012

Melhores de 2011 - Parte 3



A última parte dos meus favoritos de 2011 começa com os neozelandeses do Phoenix Foundation e seu album "Buffalo". Uma mistura perfeita de pop e psicodelia e sintetizadores com toques progressivos. Na classe dos injustiçados pela crítica temos os ingleses do The Fall com "Ersatz", um disco que causou uma certa estranheza dentre os criticos. Se John Peel fosse vivo ele defenderia Mark Smith com unhas e dentes, pois segundo ele o Fall jamais faria um disco ruim e eu concordo plenamente.

Na onda dos hypados o The Drums pegou carona no disco de estréia e fez "Portamento", um album interessante criticado por alguns e elogiado por outros. O revival anos 90 e as referencias musicais estão claras no disco de estréia dos britanicos do Yuck, um belo disco que soube equilibrar muito bem o som das guitar bands dos 90 com uma pegada pop mais atual. Outro, dessa vez americanos, o Smith Westerns com "Dye It Blonde" também chegaram a um bom resultado em seu segundo disco misturando elementos de lo-fi, indie pop e sixties. Alguns mais óbvios como Strokes com "Angles" já tão discutido nas listas, pois algumas simplesmente ignoraram esse album dos caras, que como disse não é ruim, apenas ventos de mudança.

Cut Copy também apostou na velha fórmula dançante que consagrou Air, Daft Punk e LCD Soundsystem e se deu bem depois do excelente "In Ghost Colours" de 2008 veio com "Zonoscope". Outra fórmula interessante e elementar foi a da banda Wolf Gang com o album "Suego Faults" abusando das referencias oitentistas, porém com bom gosto e criatividade. Ainda usando elementos de pós punk veio o Joy Formidable com o álbum "The Big Roar", com uma vocalista e guitarrista espetacular chamada Ritzy Bryan. Dos sons americanos mais intimistas um dos melhores discos nessa onda pós folk e psicodelia ficou para o Woods.
Acho o Woods uma das grandes bandas que surgiram a partir de 2005 no Brooklin em NY. Em seu quinto e melhor disco eles continuam soando como inéditos. Um dos meus favoritos canadenses também me surpreenderam mais uma vez. Em 2008 o Fucked Up me ganhou com o álbum "The Chemistry of Common Life" e agora esse barulhento e melódico "David Comes to Life".

O duo The Kills parece infalível, sempre vem com um disco de boas canções, como foi este quarto album "Blood Pressures".
As bandas femininas tambem marcaram presença com projetos como Babys das americanas do Vivian Girls ou Wild Flag das ex Sleater Kinney e Helium. Mas duas garotas britanicas e dois rapazes do Veronica Falls também fizeram barulho com seu disco de estréia. Outro dos meus favoritos americanos é o grupo garageiro Strange Boys, em seu terceiro disco "Live Music" eles acertam mais uma vez. Se voce gostou de "Arabia Mountain" do Black Lips, com certeza vai amar os Strange Boys.

A multi instrumentista Annie Clark se inspirou em Joni Mitchell e Carole King para fazer seu terceiro álbum "Strange Mercy", um album audacioso e criativo. Um grupo americano chamado Other Lives, por indicação da Norman Records foi outro dos meus preferidos de 2011. Segundo álbum do Other Lives esse "Tamer Animals" mostra que os caras gostam de Flaming Lips e Mercury Rev. O bom e velho rockabilly reapareceu com The Caezars, uma obscura banda britanica que lançou no final de 2010 esse album "Shakedown" mas que eu descobri só em meados de 2011.

Em 2009 os americanos do Real Estate fizeram um excelente disco de estréia. Imediatamente a Domino Records (lar dos Arctic Monkeys e Franz Ferdinand) os contratou e lançou "Days" outro grande disco do ano passado. Um jovem britanico chamado Louis Jones com seu projeto Spectrals chamou a atenção de muita gente da cena independente. Preferido das lojas indies como Norman, Piccadilly e Rough Trade, seus singles na linha lo-fi viraram hit nesse meio. "Bad Penny" foi seu álbum de estreia e não desaponta.

Um coletanea que merece destaque foi "Fac Dance" reunindo as bandas em remixes dançantes do célebre selo Factory de Manchester, imperdível!
As preciosas Bangles reapareceram com "Sweetheart of the Sun", o álbum mais powerpop de 2011. A neo-psicodelia dos californianos do Wooden Shijps também marcou presença com seu terceiro disco "West". Esses caras me agradaram desde o álbum de estréia em 2007.
E encerrando o Bombay Bicycle Club que com seu indie pop infalível arrasou corações em 2011.