08 agosto 2011


Uma saida das gravadoras americanas para faturarem algum dinheiro a curto prazo são as mega-caixas de artistas consagrados. A EMI inglesa por exemplo resolveu reeditar mais uma vez todos os álbuns do Pink Floyd e reuni-los em uma caixa chamada “The Discovery 14 Studio Album Catalogue Box Set”, que compreende os 14 álbuns de estudio da banda e dois cds bonus. Essa mega caixa custará 129.93 libras ( algo em torno de 390 reais), isso se voce comprar pela amazon inglesa. Aqui ainda não existe previsões da gravadora EMI brasileira importar o produto com fez com as caixas dos Beatles, mas certamente isso deve acontecer e o preço com certeza será duas vezes mais que o praticado na Inglaterra. Mas a odisséia Pink Floyd não para nessa caixa. Ainda em setembro sairá uma caixa especial do clássico “Dark Side Of The Moon” (foto abaixo). A super caixa leva o titulo de “Immersion Boxset” e traz nom total 6 discos, 3 cds e 3 dvds. Um desses discos é um DVD audio contendo todos o remixes já relizados do álbum.Num outro cd encontramos uma gravação ao vivo de “Dark Side Of The Moon” feita em 1974 na Wembley Arena em Londres.Além disso aqueles já manjados artefatos que atraem os colecionadores, livro, fotos inéditas etc. Em novembro o álbum “Wish You Were Here” de 1975, também sairá no mesmo formato, seguido por outro clássico “The Wall” com sua caixa prevista para fevereiro de 2012. Cada uma dessas caixas custará 89 libras(por volta de 270 reais). Se importadas por aqui esperem um preço em torno de 800 reais. Pra quem estiver interessado, meu conselho é se voce tiver alguem que vá pros EUA ou Inglaterra nesse final de ano peça, pois vale a pena.

Outra campeã do preço alto dessas mega caixas é a recém lançada “Old School – 1964-1974 de Alice Cooper. Na Inglaterra ela sai por 160 libras (480 reais), consegui a minha cópia através da amazon uk. Como diz um amigo meu um verdadeiro “trombolho” . Originalmente o álbum “School´s Out” imitava em sua capa uma carteira escolar de madeira e dentro vinha o Lp envolto numa calcinha.O box recém lançado imita a carteira escolar em madeira e tem até dobradiças pra dar o movimento de abre e fecha da carteira. Dentro um mundo de quinquilharias,livros,fotos,posters e mais 7 cds. Só esqueceram da calcinha que vinha na edição original do vinil de 1972. O legal dessa caixa é que inspirada no disco “Schools Out”, ela faz uma retrospectiva de outros grandes trabalhos de Alice Cooper nesse período, como os a´buns “Pretties For You” de 1969, “Easy Action” de 1970, “Love It To Death” 1971, “Killer” também de 71 e um dos meus favoritos, além dos clássicos “Billion Dollar Babies” e “Muscle Of Love” de 1973. Esse foi o auge da carreira de Alice Cooper e até hoje considero todos esses seus discos essenciais.

Na cena indie moderna me deparei com uma caixa de 16 discos do cantor americano Rufus Wainwright, filho dos dois grandes interpretes da musica folk Loudon Wainwright III e Kate McGarrigle. O rapaz super talentoso e versátil já lançou 8 aclamados álbuns e agora vem com uma caixa de 19 discos, compilando toda sua carreira e dentre eles 3 dvds com varias apresentações ao vivo. Essa ousadia sai por nada menos que 150 libras (450 reais) Essa é pra fã mesmo!

Por falar em fã eu acho que aqueles que gostam dos Smiths vão balançar depois dessa super caixa que sai no dia 3 de outubro na Inglaterra. O titulo é “The Complete Smiths – Collector´s Edition”. São 8 albuns dos Smiths no formato CD e vinil, 25 compactos e mais os livros, fotos encartes etc. O preço bate todos os anteriores 222 libras (660 reais). A caixa aparecerá em versões menores e mais baratas, uma só com os 8 cds e outra com os 8 vinis.

Em novembro os fãs do The Who também serão felizardos de uma super caixa da clássica opera rock “Quadrophenia” original de 1973. Serão 5 discos, incluindo o álbum duplo original, gravações inéditas, livros, fotos raras e muita memorabilia da banda.O preço será 70 libras (210 reais), um pouco mais modesto se comparado aos anteriores.

Com um preço bem camarada Jimi Hendrix volta a ser explorado pela Sony americana que relançara três títulos até o final do ano, dentre eles a caixa com 5 cds “Winterland” por 34 libras (90 reais).Essa caixa traz as gravações dos shows de Jimi Hendrix em Outubro de 1968 no Winterland Ballroom em San Francisco na California.

Quem também entrou na onda das caixas foi o brasileiro Tom Zé, acaba de sair pelo selo Luaka Bop (a gravadora fundada por David Byrne ex-Talking Heads). Em meados dos anos 80 David Byrne numa de suas viagens ao Rio de Janeiro encontrou num sebo de discos um álbum de Tom Zé e se apaixonou pelo som do baiano de Irará. Mais tarde ele fundava seu próprio selo a Luaka Bop e um de seus primeiros lançamentos foi uma coletânea da obra de Tom Zé que foi super bem recebida e elogiada por críticos do New York Times e por toda imprensa americana. Começava ali um culto a obra de Tom Zé, que se espalhou pelo mundo. Há duas semanas atrás Tom Zé se apresentou no Lincoln Center em Nova York para fazer o lançamento da caixa “Studies of Tom Zé”. A caixa contém 3 Lps e um compacto em vinil transparente contendo duas gravações ao vivo no Barbican de Londres, acompanhado pela banda americana Tortoise.A caixa custa 60 dolares e pode ser adquirida diretamente no site da Luaka Bop.


Agora, quer saber qual a campeã das mega caixas este ano, os americanos do Grateful Dead. O site da banda no inicio desse ano ofereceu aos fãs da famosa e cultuada banda americana, uma caixa com 72 cds da tour “Europe 72” em edição limitada de 7.200 cópias que se esgotaram em menos de um mês. O preço era 500 dolares e começa a ser distribuída em setembro. O site a banda vende ainda uma versão para aqueles que não estão entre os mais de 7 mil fãs. Essa nova versão custará 450 dolares e está disponível para pré- venda no site http://www.dead.net/ . Originalmente lançado na década de 70 “Europe 72” era um álbum triplo ao vivo dessa tour européia. Dessa vez foram compilados praticamente todos os shows da tour e incluidos nessa caixa.
Mesmo na era do download as gravadoras americanas e inglesas não desistem dos projetos especiais essas caixas sempre serão um atrativo para os fãs.Além do mais é uma forma de manter a obra do artista viva e revisitada em diversos formatos.


19 comentários:

Jotabê disse...

Maravilha, todas essas caixas, mas...infelizmente, totalmente fora de meu alcance...chhuuiiiiffff...chuuiiiffffhhh...!! Next !!!

Anônimo disse...

HI [url=http://www.postawgo.com]postawgo[/url], thwart my site.

Maomé disse...

Pôôôôôôôôôrrrraaaaaaa Kid, volta com o bom e velho art-rock no you-tube, que dá mais certo cara !!!

Kleber José disse...

Essas caixas são realmente muito bacanas, pros fãs de verdade é ótimo te-las. Tenho uns box bem simples de alguns artistas nacionais, se fosse algo maior seria bem mais bacana comprar.

Renato Sosa disse...

Sacanagem vc nao poder vir a São José dos Campos neste fim de semana (03 de setembro de 2011). Uma pena mesmo.
Abraço.

kid vinil disse...

Na verdade vou a S Jose fazer o Sesi com minha banda nesse sabado, mas nao poderei discotecar na Hocus Pocus. Passei muito mal essa semana com minha diabetes alta e atacou a hipertensao. Vai ser muito puxado sair do Sesi e fazer mais uma apresentaçao no mesmo dia, espero que vcs entendam!Se houver interesse da Hocus Pocus podemos remarcar essa apresentaçao para uma outra data, sem problemas, so preciso me recuperar. abs

kid vinil disse...

desconsiderem a mensagem acima, falei agora com o andre que fechou o evento com a hocus pocus e sugeri que eu abrisse o evento a meia noite discotecando e em seguida desse a canja com a banda local, assim me ajuda nessa minha situaçao e nao vai ficar mal, pois vi que a galera estava na expectativa e nao quero decepcionar ninguem. Espero que entendam, nos vemos sabado tb na Hocus pocus, porem mais cedo, eu abro o evento a meia noite, ok? abs

Kiko Rieser disse...

Olá, Kid! Sou diretor de teatro e vou dirigir no ano que vem uma peça chamada "Assobio de vento pra seduzir os solitários", totalmente rock'n'roll e blues. Gostaria que você fizesse a trilha (não composição original, mas seleção de músicas). Obviamente, haverá remuneação por isso. Você tem interesse? Se sim, pode me passar algum contato seu ou me escrever no kikorieser@gmail.com? Obrigado. Abraços.

Jotabê disse...

Kid, fala pra nós do novíssimo e fodaço disco do Kasabian...pra mim, o melhor do ano até agora !!

Rastreamento disse...

Conheça tudo sobre rastreamento de veiculos,motos,carga,pessoal rastreadores com ou sem mensalidade no nosso site: http://www.rastreadorgps.org/

Anônimo disse...

Boa noite,

Meu nome é Vanessa Neves e sou repórter da rádio Portal da PUC-Rio. Estou fazendo uma matéria sobre os 20 anos da morte do Freddy Mercury e gostaria de fazer uma entrevista com você. Estaria disponível para a entrevista? Pode ser pelo telefone.


Grata,

Vanessa Neves

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/

Anônimo disse...

Off topic, para refletir.

O “POLITICAMENTE CORRETO” ESTÁ MATANDO O ROCK.
Embora o rock tenha estourado nos anos 60 do século passado se associando a causas afins à esquerda (crítica à guerra do Vietnã, ao racismo contra os negros [sendo inclusive derivado em grande parte do blues], ao que se julgava conservador, etc), na esteira das pregações do marxismo cultural da chamada Escola de Frankfurt - em verdade, uma estratégia para enfraquecer a juventude ocidental na guerra fria, em que pese também criticar o totalitarismo soviético -, havia no estilo musical e de vida que o rock encarnava algo de anárquico e libertário (não sou anarquista) que o tornava rebelde, crítico e iconoclasta, irredutível a esquemas morais rígidos e dogmáticos.
Era justamente aí que residia o charme e a estética roqueira: algo rebelde, contestador, libertário, jovem.
E o que se vê agora? Um rock rendido ao esquerdismo totalitário e “politicamente correto”. É o que se constata ao se assistir à MTV e às manifestações “políticas” de alguns artistas no Rock in Rio. Os nacionais criticam Sarney mas têm medo de fazer o mesmo com o seu maior defensor (do Sarney), o Lula; os internacionais, dominados pelo “politicamente correto”, cuja tradução mais grotesca e patética é o Bono Vox, em pleno século XXI, depois de tudo que se soube e se sabe a respeito do esquerdismo na prática (que nos anos 60 ainda se desconhecia em grande parte), continua em geral caudatário dos mitos esquerdistas e de sua versão moderna no Ocidente, o “politicamente correto”.
Também o rock, com a esquerda totalitária no poder, se tornou pelego.
Muito se fala no meio roqueiro que está acabando o espírito rebelde e juvenil do rock. A razão disso está exposta acima.
O “POLITICAMENTE CORRETO” ESTÁ MATANDO O ROCK.

Baianinho

Jotabê disse...

Nossaaaa...!!! Que cara mais chato esse "baianinho" heim ?? Aaaffff!!
TV Ghost "Mass Dream", isto sim, me interessa ! Massaroca caostrofóbica sônica e desesperadora...discaço !!!

Anônimo disse...

Legal, o texto do Baianinho.

Na mesma linha, li hoje no blog do RA:

"Propaganda, novela, obra de arte, música, pintura etc. não têm de servir a propósitos considerados “nobres”. Sempre que se tentou esse caminho, produziu-se lixo retórico. Nas sociedades livres — e talvez venhamos, um dia, a conhecer uma…—, essas manifestações são tanto mais interessantes quanto mais questionam a ordem estabelecida (inclusive aquela das pessoas “corretas”). Se servem a um partido, a uma causa, a uma militância, então passam a ser apenas um discurso ideológico, de caráter instrumental: LIXO!"

(in "Agripina Inácia chegou ao poder! A caricatura é melhor do que o retrato. Ou: Ira-ny censura Flaubert", de Reinaldo Azevedo, 7/10/2011)

Jotabê disse...

Sr. kid vinil....que pôrra, porque tu não coloca minhas opiniões ????
Democracia meu véi!! Democracia já!!
TV Ghost com "Mass Dream" : Catarse, desespero, caos, entre outro atributos.
Trilha sonora do fim do mundo, é isso!! Faz "Nevermind" parecer um disco de canções para ninar...hahaha!!!

Anônimo disse...

Isso me faz lembrar dos 80. Eu era jovem na época e pude acompanhar a explosão do punk rock. Estava em Salvador. Havia o Camisa de Vênus, o Gonorréia, Dever de Classe e o escambau. De SP tinha o Cólera, o Ira, os Inocentes, etc.

No início era legal. Mas algum tempo depois os que faziam fanzines começaram a dizer que o movimento precisava de ideologia, de politização, de mais "consciência política" e resolveram abraçar o anarquismo. Logo após surgiram também os fascistas skins, imitando os do exterior. Aí partidarizou e fudeu tudo.

Rock tem de ser irreverência pura e simples, sem maiores pretensões. Ou mela!!

Marcus Tulio disse...

Kid Vinil, cadê você pôôôrra...morreu véi ??

Raimundo Poeta disse...

Essas caixas são realmente matadoras... mas... não consigo ter o mesmo apreço pelo CD como o que tenho pelo vinil. Eu cheguei a escutar um dos CDs relançados do Pink Floyd, que foram lançados no fim do ano pela EMI, no caso o "Atom Heart Mother". Será que só eu percebi que o som tá meio diferente demais? Não sei, não curto muito essas coisas de remasterização, enfim. Quanto ao Tom Zé, Kid, gostaria de saber qual a sua opinião sobre os três relançamentos da Polysom ("Todos os Olhos", "Estudando o Samba" e "Correio da Estação do Brás"). Você achou legal ou acredita que o trabalho poderia ter sido feito de maneira mais construtiva?

Abraços.

Raimundo Gilson (somforadecatalogo.blogspot.com)

kid vinil disse...

Oi Raimundo
valeu pelos comentarios, vc tem razão as edições originais em vinil sempre prevalecem, pois representam a forma que esses discos foram concebidos. Eles tentam remasterizar inumeras vezes, mas sempre fica estranho.O Atom Heart Mother eu tenho tres edições diferentes em vinil, uma americana,a inglesa e uma japonesa.
Quanto ao Tom Zé eu só tenho os cds que o Charles Gavin remasterizou pra Warner há alguns anos, esses da Polysom eu não peguei, pois ja
tenho os originais em vinil.abs