29 setembro 2008

Mais bandas femininas


Pegando o gancho do post anterior com as meninas do Those Dancing Days, resolvi comentar sobre a minha nova paixão as Vivian Girls. Tres garotas do Brooklyn, NY, aliás onde as coisas acontecem atualmente. Esse bairro de Nova Iorque nunca esteve tão em alta como agora, só sai banda boa desse lugar. As Vivian Girls são Cassie Ramone, Kickball Katty e Ali (foto abaixo)

Lançaram tres singles em edição limitada, todos esgotados e imediatamente chamaram a atenção dos críticos com seu som que nos faz relembrar aquela celebrada turma do
C86 da Creation. Um cruzamento de My Bloody Valentine com Shop Assistants, com uma pitada de Shangri-Las via Phil Spector. Tem momentos que lembram Lush e Vaselines.
A melhor banda americana que apareceu depois das garotas de Portland, Sleater-Kinney.
Esta semana o selo americano In The Red reedita o álbum de estréia do trio, vale a pena escutá-las no myspace e assistir ao video de "Tell The World".
http://www.myspace.com/viviangirlsnyc

19 setembro 2008

Nem só de Abba vive a Suécia



Tá certo que a primeira coisa em termos de música que nos faz lembrar da Suécia é o Abba. Isso pra maioria das pessoas, mas pros "indies" é diferente, lembraremos de Cardigans, The Hives e dos mais recentes, Pete, Bjorn and John e Shout Out Louds (aliás vão tocar em breve no Estudio-SP). Existe ainda uma nova geração como Love is All, The Knife e naturalmente Those Dancing Days, um quinteto de garotas, que começaram ainda adolescentes. A baixista Mimmi declara em suas entrevistas: "A Suécia sempre teve e continua tendo coisas melhores do que Abba, mas ao mesmo tempo se contradiz afirmando que apesar de tudo ainda gosta de Abba".
Perguntada qual a razão de tantas bandas Suecas de qualidade aparecendo atualmente, a guitarrista Rebecka responde: "Os Suecos são muito timidos e a melhor maneira de expressar seus sentimentos é através da música pop"
Jovens e inexperientes as garotas do Those Dancing Days dizem que "estão na chuva pra se molhar", levar quantos tombos se tornarem necessários. Essa é a vantagem de se começar bem jovem, elas não tem nada a perder, estão apenas aprendendo. Na entrevista a revista Artocker as suecas também falaram da facilidade de se montar uma banda na Suécia, pois as escolas incentivam, é muito fácil de se conseguir instrumentos, daí todo mundo pode ter a sua banda, é so ter vontade de fazer música.
Quanto às influências elas não gostam de certas comparações com bandas como Sugarcubes, por exemplo. "Nosso som não tem nada a ver com bandas da Islândia", declaram. A música que fazemos tem muitas influências , uma mistura de Northern Soul e bandas da decada de 60. O nome Those Dancing Days, foi inspirado num clássico do Led Zeppelin do álbum "Houses Of The Holy" a famosa "Dancing Days".
A música de estreia das meninas levava o nome da banda "Those Dancing Days" e foi o primeiro single a ser lançado na Inglaterra. Em seguida saiu o single "Run Run" que também arrancou elogios de toda crítica. Na próxima semana sai o álbum de estréia das meninas do Those Danging Days, a verdadeira prova de que a Suécia tem muito mais a oferecer do que simplesmente Abba.
De uma espiada nos links abaixo e ouça Those Dancing Days
http://www.myspace.com/thosedancingdays
http://bolachasgratis.baywords.com/

15 setembro 2008

Americanos


Tenho a nítida impressão de que 2008 é o ano do novo rock americano. A maioria dos bons discos que ouvi até agora são de bandas da América.Já comentei aqui do Fleet Foxes, Vampire Weekend, Black Kids, Hold Steady, Jay Reatard, Black Lips e White Denim.
Agora existem duas perolas que acabo de adquirir os CDs (coisa do passado né? comprar CDs) mas eu ainda tenho esse vício quando gosto de uma banda, não me conformo com uma cópia e aquele som comprimido sem graça. Isso aconteceu com o CD de Bon Iver, tem que ser original pra se sacar todas as nuances de um dos mais belos discos acústicos gravados este ano. Bon Iver é na verdade um americano chamado Justin Vernon, que há uns anos atrás tinha um banda indie-folk chamada DeYarmond Edison na linha do Iron & Wine e das coisas do Bonnie "Prince" Billy. Quando a banda acabou ele adotou esse pseudonimo que em frances quer dizer "good Winter" ou "bom inverno", pronuncia-se "bohn eevair". Este cd de estréia foi gravado em 2007 e lançado de forma independente chamando atenção do Pitchfork e do New York Times, que chamou o disco de "irresistível". No inicio de 2008 o selo indie Jagjagwar, licenciou a master desse disco e o lançou oficialmente.
Estou apaixonado por esse disco, quem sabe ele será o meu eleito como melhor disco de 2008. Um trabalho que me conquistou até pela forma com que ele foi concebido, Justin se refugiou numa cabana de seu pai num bosque de Wisconsin, durante o inverno e ficou por lá sózinho durante quase três meses gravando esse disco. Às vezes fica impossível acreditar que uma só pessoa conseguiu gravar um álbum tão maravilhoso.
São apenas 9 faixas somando 37 minutos e não me canso de voltar e ouvir tudo novamente. A voz de Justin Vernon é algo tão harmonico que parece um instrumento.O álbum "For Emma, Forever Ago" parece um diário pessoal de Justin contando suas frustrações, seu medo e toda agonia de três meses confinado numa cabana.
No final da postagem deixo uma apresentação ao vivo de Bon Iver no programa "Later" de Jools Holland, onde ele o apresenta como um cara que gravou um belíssimo disco numa cabana.

SHEARWATER
Aproveitando esse gancho de novas bandas americanas vou comentar sobre o Shearwater, uma outra paixão recente, pois já era fã do Okervill River e daí descobri esse projeto do Will Sheff. Inspirados em Leonard Cohen, Nick Drake e seguindo a linha dos mais recentes como Bill Callahan e Will Oldham. Só abrindo um parênteses aqui, semana passada fui ver o Bill Callahan no Studio SP e adorei a apresentação dele sómente na guitarra e um batera o acompanhando, a voz de Bill Callahan é espetacular, algo entre Leonard Cohen, Lou Reed e Leon Russel. Salve o Smog!
Voltando ao Shearwater que já conta com cinco álbuns lançados, recomendo os dois mais recentes editados pela Matador, "Palo Santo" de 2006 e este mais novo chamado "Rook", mais um dos meus candidatos ao melhor de 2008.

07 setembro 2008

Podcast Kid Vinil!

Finalmente! Atendendo a pedidos Kid começou a fazer seu podcast!
O título do podcast é "Artrock" e é dedicado às novas bandas do cenário internacional. Neste primeiro episódio temos bandas como White Denim, Ipso Facto, Bombay Bycicle Club, entre várias outras, entremeadas pelos comentários sempre interessantes de Kid.
Visite o endereço aqui.
Baixe o programa (mp3, 128kbps), comente, assine o feed. Em breve o segundo episódio já estará no ar!
http://www.kidvinil.podomatic.com/

Agora já no quinto programa!!

03 setembro 2008

Compactos do Cure


Hoje com tanta novidade aparecendo a gente se preocupa mais com os modernos e acaba esquecendo ou passando batido em bandas clássicas como The Cure. No inicio deste ano Robert Smith pra comemorar os 30 anos do Cure juntou-se com seus músicos de longa data, o baixista Simon Gallup, o baterista Jason Cooper e o genial guitarrista Porl Thompson (agora de volta ao Cure) e resolveu lançar uma série de 4 quatro singles em vinil e CD, sempre no dia 13, começando em maio com "The Only One", em 13 de junho veio "Freakshow", em 13 de julho "Sleep When I'm Dead" e em 13 de agosto "The Perfect Boy". Semana que vem sai um CD single de remixes desses quatro singles e no dia 13 de Outubro sai o décimo terceiro álbum de estúdio do Cure reunindo as faixas "Lado A" desses singles, os "lados b" não entrarão no álbum e o restante será uma série de inéditas.
O que dizer sobre o The Cure? Pra muitos criticar é fácil falando que Robert Smith não fez nada de novo ou não seguiu nenhuma onda electro sei lá o que pra ser moderninho. Tá certo ele, manteve o estilão de sempre do Cure e não errou. O que se pode ouvir nesses quatro singles é o autentico estilo The Cure que continua influenciando gerações. O terceiro desses singles a faixa "Sleep When I´m dead" é uma das coisas mais incríveis que Robert Smith fez nos últimos anos, pop perfeito com a marca registrada Cure, isso é o que vale.
Nunca me esquecerei aquele dia lá pelos idos de 1987 quando entreguei pra Robert Smith o premio de melhor banda da revista Bizz no Teatro Municipal do Rio Janeiro. Apertei aquela mãozinha flácida e milagrosa, era como se tivesse beijado a mão do Papa, foi um momento mágico na minha vida. (é sério mesmo!!!).
Confesso que continuo fã do Cure e comprei todos esses compactos e estou aguardando ansiosamente pelo álbum dia 13 de Outubro.
Fiquem com o video de "Freakshow", detalhe: Fat Bob não mudou em nada, até o penteado continua o mesmo, lindo!!!