29 agosto 2007

BEIRUT

No ano passado o álbum "Gulag Orkestar" do Beirut foi eleito como o mais importante lançamento indie pelas lojas especializadas (Rough Trade, Piccadilly e Norman Records).
O Beirut é obra de um multi instrumentista americano chamado Zach Condon, um desses jovens genios como Sufjan Stevens e Conor Oberst do Bright Eyes.
Ajudado por integrantes do Neutral Milk Hotel e Broken Social Scene, o Beirut acabou se tornando um dos mais respeitados projetos do indie rock vanguardista americano.
Em "Gulag Orkestar" a influencia foi a música egipcia e balcanica, nesse novo trabalho que sai no final de setembro chamado "The Flying Club Cup" Zach Condon está menos "World music" e mais folk pop, bastante inspirado em Magnetic Fields e até mesmo Decemberists.
No inicio deste ano saiu "Lon Gisland" um EP onde a sonoridade já apontava pra essa nova direção musical, destacando uma canção maravilhosa chamada "Elephant Gun", abaixo a capa do compacto em vinil lançado pelo selo ingles 4AD.
Ouça faixas do álbum "Gulag Orkestar" e "Elephant Gun" do Beirut no myspace:
http://www.myspace.com/beruit



24 agosto 2007

TUNNG

Impossivel terminar a semana sem comentar o terceiro melhor disco de 2007, que na verdade sai na segunda feira na Europa. De Londres para o mundo a dupla Mike & Sam lideram o Tunng.
Essa pode ser considerada a banda indie "cabeçuda" mais aclamada dos últimos tempos.
Todo indie "cabeça" ama de paixão o Tunng, a dupla trabalha com mais quatro músicos, dentre eles o ex baterista da banda shoegazer dos anos 90 Chapterhouse.
Os dois primeiros álbuns do Tunng criaram essa idolatria graças à mistura muito bem elaborada de folk e música eletronica, sem exageros, tudo na dose certa.
Muita gente achava que a dupla Mike e Sam não sobreviveria a um terceiro álbum, assim como o Tears For Fears naufragou em "The Seeds of Love" o terceiro álbum da dupla, muitos pensavam que o Tunng também não conseguiria se superar, mas conseguiram.
"Good Arrows" ´ganhou disco da semana nas tres principais lojas indies da Inglaterra (Rough Trade, Norman Records e Pure Groove).
Tá certo que o Tunng ainda não está na fase de se tornar popstars como eram o Tears For Fears na decada de 80, acho que nem é essa a intenção deles, foi apenas a titulo de comparação com duos que quebraram a cara no terceiro disco, a citação do Tears For Fears.
Uma coisa eu tenho certeza, o Tunng é unamidade entre os indies mais vanguardistas no Reino Unido, todos cultuam a banda, tanto que nesse novo cd eles fizeram uma tiragem especial com duas faixas bonus sómente para as lojas independentes, pois é graças a elas que esse culto aconteceu e sobrevive até agora.
Pra ouvir essa preciosidade britânica, entre no myspace:
http://www.myspace.com/thisistunng



The Angels of Light e Akron/Family

Tá certo que ainda é cedo pra falar dos melhores discos de 2007, mas tirando as "popices" e os "hypes" existentes, vamos falar de vanguarda e qualidade musical e os dois melhores lançamentos de 2007 são sem dúvida The Angels of Light "We Are Him" e Akron Family "Love is Simple".
Aliás as duas bandas tem muita coisa em comum, o selo que eles gravam em NY é o mesmo a Young God Records, Michael Gira (ex Swans) é amigo do pessoal da Akron Family há muito tempo, já gravou um split album com eles em 2005. Nesse novo cd os músicos da Akron Family também estão presentes junto com uma série de convidados, dentre eles músicos que já tocaram com Michael Gira no Swans até 1997, quando a banda acabou.
"We Are Him" é o quinto álbum do Angels Of Light, sai esta semana na Europa e nos EUA.
Michael Gira está com seus 50 anos de idade e continua sendo um cara genial, com o talento e a capacidade de se superar a cada trabalho. Muitos críticos o comparam a Tom Waits por seu potencial criativo. Sua voz é melancólica, sugere tristeza e ao mesmo tempo prazer.
As canções desse novo disco ainda carregam a influencia do Swans, mas também recebem uma carga de influencias de folk e country music. Pra conhecer melhor o trabalho de Michael Gira e do Angels Of Light existem dois profiles no myspace:
http://www.myspace.com/theangelsoflight
http://www.myspace.com/mgira


A ilustração que vemos acima eu considero a melhor capa de 2007. Neste novo álbum da Akron/Family "Love is Simple" a ilustração sugere simplesmente um coração feito com algodão vermelho.
Me apaixonei por essa banda de NY desde seu primeiro CD lançado em 2005, depois veio aquele split que eu mencionei acima com o Angels Of Light e em 2006 o álbum"Meek Warrior".
Por incrivel que pareça a Akron/Family tocou por aqui há pouco tempo no Resfest, ao vivo eles me lenbram tanta coisa boa boa, como aquele jeito despojado que tinha o extinto Pavement em suas apresentações ao vivo. As belas harmonias vocais são inspiradas em Beatles e Beach Boys. o lado psicodélico vem de Captain Beefheart, o folk de Bob Dylan e o country rock do Crosby, Stills, Nash & Young.
Nesse novo disco a banda chega a um grau máximo de criação e simplicidade, o titulo do disco é extraído da música "Don´t be Afraid, You´re Already Dead", mais uma na lista das melhores canções que eu ouvi este ano.
O novo ábum da Akron/Family " Love Is Simple" sai em setembro e eu acredito que vai surpreender muita gente.
Confira no myspace faixas do álbum "Meek Warrior" de 2006 e uma do split com o Angels of Light:
http://www.myspace.com/akak









21 agosto 2007

Grateful Dead

Não sou um Deadhead, mas bem que gostaria de ser um deles.
"Deadhead" é o nome dado pro fã incondicional de Grateful Dead.
Esse termo foi criado a partir de 1971, quando o Grateful Dead lançava seu segundo álbum ao vivo e o termo aparecia num texto da contra-capa do LP.
A partir daí a legião de fãs e seguidores do Grateful Dead passaram a ser chamados de "Dead heads".
Uma das minhas bandas favoritas daquela california flower power do final da decada de 60 é sem dúvida o Grateful Dead.
Desde seu álbum de estréia de 1967 e atravessando várias gerações a banda do saudoso guitarrista Jerry Garcia manteve um padrão de qualidade que poucas conseguiram.

Jerry Garcia morreu em agosto de 1995, mas a banda continua sendo uma das mais cultuadas do planeta.
Quando disse que gostaria de ser um Deadhead é porque uma das minhas grandes frustrações é não ter a discografia completa do grupo.
Infelizmente não me contento com downloads, ainda pertenço àquele passado do formato físico, se não for o cd original ou vinil prá mim não vale.
Mas haja grana prá tudo isso, digamos que tenho 70% dos discos deles já lançados.
O que me falta completar é a coleção de gravações da série ao vivo chamada "Dick´s Picks".
Essa série começou em 1993 graças a um arquivista de gravações ao vivo do Dead chamado Dick Latvala, que morreu há seis anos atrás.
Mesmo após sua morte a série Dick´s Picks continuou lançando seus volumes, este ano foi lançado o volume 37 da série Dick´s Picks ( 4 cds ao vivo).
Só consegui chegar no volume 18 dessa série, pois a maioria dos cds são edições duplas, triplas ou quadruplas e como falei anteriormente, haja grana pra tudo isso.
Além dessa série a Rhino ainda lança periodicamente outras séries ao vivo, como essa recente
"Three From The Vault", que chega ao seu terceiro volume em edição dupla.
Essa eu peguei recentemente e contém gravações ao vivo do show no Capitol Theatre em NY no ano de 1971.
É mais um daqueles grandes shows do Grateful Dead, talvez a melhor banda ao vivo de todos os tempos. Daí se explica o fato de até hoje sairem gravações ao vivo da banda e da longevidade da série Dick´s Picks.
Cada show do Grateful Dead era uma celebração musical regada com os melhores improvisos, versões extendidas de clássicos da banda e clássicos do rock and roll. Nesse "Three From The Vault" destaque para a cover de "Johnny B Goode" de Chuck Berry e a versão de 18 minutos para o clássico "Good Lovin´" do grupo The Rascals.
Para saber mais sobre essa tão cobiçada discografia do Grateful Dead visite o site:
http://www.dead.net/



20 agosto 2007

iLiKETRAiNS

A primeira coisa que chama atenção é o nome da banda, e não é nenhum erro de digitação, a letra "i" é sempre minúscula, esse é o logo da banda iLiKETRAiNS.
O primeiro contato que tive com essa banda de Leeds na Inglaterra foi através de uma coletânea do selo Dance To The Radio, que lançou os primeiros singles de várias bandas estreantes, dentre elas, The Pigeon Detectives, !Forward Russia!, We Start Fires,Kubicheck! e Dead Disco.
No inicio deste ano a banda assinou com o selo Beggars Banquet e lançou seu sexto single "Spencer Perceval", uma das canções mais trsites que eu ouvi este ano, com ecos de "Atmosphere" de Joy Division e qualquer canção da banda shoegazer Slowdive.
A letra fala de um primeiro ministro ingles chamado Spencer Perceval assassinado em 1812.
O encarte do disco traz uma foto simulando seu funeral.
No site da banda http://www.iliketrains.co.uk/, voce pode clicar em "obtuaries" e conferir toda história de Spencer Perceval.
O álbum de estréia "Elegies to Lessons Learnt" sai em outubro e com certeza vai agradar os órfãos de bandas shoegazer como a já mencionada Slowdive, Telescopes, Chapterhouse, Levitation e até mesmo My Bloody Valentine.
O clima deprê das canções do iLiKETRAiNS às vezes me faz lembrar também um dos álbuns mais depressivos do rock, a obra prima "Berlin" de Lou Reed.
Alguns criticos britanicos fizeram uma comparação bem interessante em relação ao som do iLiKETRAiNS, como se fosse um Godspeed You Black Emperor ingles com o vocal de Michael Gira (ex vocalista do Swans, cultuada banda da decada de 80).
O novo single da banda sai dia 10 de setembro com as músicas "The Deception" "Joshua" e "Victress"
Ouça a maravilhosa "Spencer Perceval" e "Victress" no myspace:
http://www.myspace.com/iliketrains




Richard Hawley

Começo a semana calmamente escutando duas grandes novidades do rock britânico, o folk eletrônico do Tunng que lança seu terceiro álbum semana que vem e o novo disco desse magnífico Richard Hawley.
Nascido em Sheffield na Inglaterra,Richard Hawley aprendeu a tocar guitarra logo cedo com seu pai, um fã ardoroso de Gene Vincent e que chegou até a tocar algum tempo com Eddie Cochran.
Sua infãncia foi regada com canções de Roy Orbison, Elvis e Johnny Cash, influencias importantes na formação de Richard Hawley também como vocalista.
Estreou definitivamente nos anos noventa como guitarrista da banda de britpop "Longpigs" com quem gravou dois álbuns "The Sun is Often Out" (1996) e "Mobile Home"(1999).
Também chegou a se envolver com Jarvis Cocker e a galera do Pulp excursionando algum tempo com eles, mas em 2002 acabou se lançando em carreira solo. Seu primeiro álbum "Late Night Final" recebeu boas críticas e fez com que muita gente começasse a prestar atenção naquele vocal que parece uma mistura de Roy Orbison com Johnny Cash. Seus dois discos posteriores estabilizam sua carreira e começam a consagrá-lo com uma das grandes revelações vocais do Reino Unido. São dois álbuns premiados que merecem ser ouvidos com muita atenção, "Lowedges" (2003) e o elogiadíssmo "Cole´s Corner" de 2005.
O novo álbum de Richard Hawley chama-se "Lady´s Bridge" e acaba de sair na Inglaterra coberto de elogios de toda crítica especializada.
Precedido pelo single "Tonight The Streets are Ours" uma bela canção com suas raízes nas mais belas baladas da decada de 50, com arranjos orquestrados inspirados em Phil Spector e Walker Brothers.
Sem nenhuma conexão com modismos Richard Hawley produziu mais uma obra prima do pop inglês, com a elegância e o charme de um moderno Brian Ferry.
Ouça faixas de "Lady´s Bridge" no myspace:
http://www.myspace.com/richardhawley



13 agosto 2007

JULIAN COPE


Julian Cope é mais um desses genios que apareceram na decada de 80 e vivem hoje em plena obscuridade, ignorado pela mídia, mas tem um porém, o cara está na ativa e lançando discos quase que anualmente.
Nascido no país de Gales, Julian Cope mudou pra Liverpool em 1976 e lá conheceu Ian Mcculloch com quem formou ao lado Pete Wylie o Crucial Three, que não durou mais de um mês, Ian McCulloch logo deixou a banda e partiu para o sucesso com o Echo and Bunnymen. Julian Cope montou o Teardrop Explodes e gravou dois álbuns clássicos, "Killimanjaro"(1980) e "Wilder (1981). Dois discos repletos de influencias de krautrock, psicodelia e viagens com drogas alucinógenas, aliás uma especialidade do querido Julian Cope até os dias de hoje.
Em 82 depois de uma fracassada tour americana o Teardrop Explodes acabou, mas ainda deixou um disco inacabado que resultou no álbum "Everybody Wants to Shag Teardrop Explodes" lançado em 1990 com as sessions desse que seria o terceiro disco do grupo.
Em 1984 Julian Cope estréia em carreira solo com o álbum "Fried" e daí pra frente gerou uma série de obras primas a cada ano.
Seguem quatro discos altamente recomendáveis de Julian Cope:
Saint Julian - 1987
Peggy Suicide - 1991
Jeovahkill - 1992
Twenty Mothers - 1995
Outra aventura que merece destaque na carreira de Julian Cope foi um projeto chamado Brain Donor, lançando em 2001 o álbum "Love, Peace & Fuck" uma viagem insana pelo punk, hardcore e psicodelia.
A primeira vez que ouvi esse disco custei acreditar que era o mesmo Julian Cope que compos a obra prima Jeovahkill (uma mistura de psicodelia e folk).
No Brain Donor, Julian Cope embarcava no mais selvagem punk rock às vezes até beirando o trash e o hardcore, e por incrivel que pareça não era um disco ruim, o resultado final era excelente.
Nessa fase Julian Cope assume um visual digamos "wild metal" cabelo comprido, calças de couro e outros adereços do metal.
Em 2005 destaque pra mais uma aventura com outro álbum do Brain Donor, e mais uma vez um desfile de canções influenciadas por Slade, Black Sabbath, MC5 e Stooges.
Mesmo assim no mesmo ano de 2005 Julian Cope lança o álbum "The Dark Orgasm" que ainda flerta com as influencias pesadas e aos poucos recupera o antigo Julian Cope.
Dizem que os fãs mais radicais de Julian Cope odiaram o selvagem Brain Donor.
Mas o inquieto Julian Cope não desiste do Brain Donor e lançou no ano passado "Drain´d Boner" em mais uma aventura hard/glam.
Paralelo a isso Julian Cope continuou gravando seus álbuns em carreira solo e agradando seus fãs mais puristas.
Pra saber mais sobre essa enlouquecida e recente discografia de Julian Cope, consulte o site
O recém lançado CD "You Gotta Problem With Me", sintetiza bem a carreira de Julian Cope e todas suas influencias.
Muita gente considera esse novo disco tão bom quanto Jeovahkill ou Peggy Suicide, o que não deixa de ser verdade, pois após todos esses anos e muitas drogas alucinógenas e grandes trabalhos Julian Cope continua com uma cabeça ótima.
Ouça algumas faixas das diversas fases da carreira de Julian Cope no myspace:

06 agosto 2007

Lee Hazlewood: 1928-2007


Morreu neste sábado aos 78 anos vitima de cancer um dos maiores compositores, arranjadores e interpretes da decada de 60, Lee Hazlewood.
Foi ele quem criou o hit "These Boots are Made for Walking" gravado por Nancy Sinatra.
Também assinou a produção de nove álbuns de Nancy Sinatra.
Em 1968 lançaram o clássico "Nancy & Lee", um disco que traz os melhores duetos da música pop, onde os dois interpretam o clássico de Phil Spector "You´ve Lost that Love in Feeling" e "Jackson" que foi sucesso com Johnny Cash e June Carter, além de canções de Lee como "Some Velvet Morning"
Muitos regravaram suas músicas, de Elvis Presley a Nick Cave,Primal Scream e Courtney Love.
Bobbby Gillespie do Primal Scream é um grande fã de Lee Hazlewood, em 2002 regravou "These Boots are Made for Walking" e "Some Velvet Morning" esta última com participação vocal de Kate Moss.
Outro grande fã de Lee Hazlewood é o vocalista britanico Richard Hawley (ex Longpigs) e super aclamado em sua recente carreira solo.
Fãs não faltam nessa lista, Morrissey por exemplo é fã da dupla, tanto que em 2004 colaborou no álbum "Nancy Sinatra" que marcava sua volta com várias participações especiais e interpretando músicas de Morrissey, Jarvis Cocker e Bono/The Edge.
No mesmo ano sai "Nancy & Lee 3", mas infelizmente não teve a mesma repercussão do disco da dupla em 68.
Em 2002 foi lançado o tributo "Total Lee! The Songs of Lee Hazlewood" feito pela geração indie dos anos 90, com participação de Lambchop, Calexico,Webb Brothers, Saint Etienne, Tindersticks e Evan Dando dentre outros.
Nesse mesmo tributo Richard Hawley interpreta junto com Jarvis Cocker a música " A Cheat".
Lee Hazlewood gravou mais de 20 álbuns e seu mais recente saiu no ano passado "Cake or Death".
Uma de suas melhores fases está em discos do inicio da decada de 70 como "Cowboy in Sweeden" , "Requiem for an Almost Lady"(1971) e Poet,Fool or Bum" (1973).
Em 1995 Lee Hazlewood reuniu-se novamente com Nancy Sinatra e excursionaram pela América.
Há sete anos ele lutava contra o cancer e mesmo assim continuava produzindo, seu último cd "Cake or Death" foi bastantante elogiado e sua filha cantou com ele "Some Velvet Morning" canção que ele fez pra ela quando nasceu.

The Atlantics




A cidade de Boston nos EUA gerou grandes bandas de rock, consegui levantar quase 50 grupos importantes da história do rock que apareceram em Boston. No final dessa postagem deixo a lista.
Na verdade a intenção agora é falar sobre The Atlantics, uma banda de powerpop que apareceu em Boston no final da decada de 70.
Gravaram apenas um LP e alguns singles, que se tornaram exemplares de colecionadores disputados a preços altíssimos no ebay.
É importante deixar claro que na história do rock existiram duas bandas com o nome The Atlantics, a primeira apareceu na decada de 60, era uma banda australiana de surf music e a segunda é a banda em questão.
O quinteto The Atlantics lançou seu único LP em 1979 chamado "Big City Rock", naquela ocasião o selo que eles gravavam a ABC Records não deu muita importância pois estavam mais concentrados nas bandas de R&B que apareciam naquele momento como The Floaters.
Por essa razão esse disco do Atlantics tornou-se um tesouro enterrado até os dias de hoje, pois o selo ABC foi vendido e ninguém conseguiu reeditar esse disco pra CD.
Uma pena porque "Big City Rock" é uma demonstração pura de powerpop com energia punk.
Naquela epoca Tom Petty and The Heartbreakers apareciam e começavam a despontar na mídia, o Cheap Trick também era outro grande nome que se pode comparar ao Atlantics. Se eles tivessem assinado com uma grande gravadora com certeza seriam uma super banda naquela epoca, como foram The Knack e The Cars.
Pra minha surpresa o selo americano de powerpop Not Lame está lançando esta semana um cd ao vivo do Atlantics, recuperando o áudio da transmissão de um show feito por uma emissora de
rádio em Boston na epoca em que eles lançavam o álbum "Big City Rock" (1979).
Pra saber mais sobre esse disco ao vivo do Atlantics e também sobre esse selo especializado em powerpop entre no site:
No site da Not Lame dá pra ouvir trechos de algumas músicas desse show do Atlantics e ainda existe uma compilação em CD de demos e outtakes bem interessante.
Segue a lista de alguns grandes nomes vindos de Boston:
JONATHAN RICHMAN & THE MODERNS LOVERS
DINOSAUR JR
BUFFALO TOM
JULIANA HATFIELD
NERVOUS EATERS
THE NEIGHBORHOODS
AEROSMITH
THE PIXIES
BELLY
EARTH OPERA
MIGHTY MIGHTY BOSSTONES
THE REMAINS
BAGATELLE
BLAKE BABIES
FORD THEATRE
TIL TUESDAY
DROPKICK MURPHYS
J GEILS BAND
THE DEL FUEGOS
MISSION OF BURMA
ROB ZOMBIE
THE BARBARIANS
THE REAL KIDS
THE STOMPERS
THINK TREE
BOSTON
THE LEMONHEADS
BILLY SQUIER
FREDDIE CANNON
THE FOOLS
BULLET LAVOLTA
EDEN´S CHILDREN
ILL WIND
LETTERS TO CLEO
ORPHEUS
THROWING MUSES
TOM RUSH
ULTIMATE SPINACH
THEY MIGHT BE GIANTS
BEACON STREET UNION
DIGNEY FIGNUS
GODSMACK
PUFF
THE BREEDERS
THE LOST
WILLIE ALEXANDER
THE CARS