29 junho 2007

Super Furry Animals lança novo disco em agosto




Será o sétimo CD da banda do País de Gales, que se apaixonou pelo Brasil desde que tocaram por aqui há alguns anos atrás. No CD "Love Kraft" de 2005 a capa fazia uma referência ao Rio de Janeiro. A banda foi formada em Cardiff em 1993 e seu líder Gruff Rhys tem ainda sua carreira paralela, com dois belissimos discos lançados. Muito pouca gente se ligou nisso, mas ele se apresentou recentemente em São Paulo numa session no Estúdio SP.
Depois dessas aventuras paralelas o Super Furry Animals vem com "Hey Venus!", um álbum com 11 músicas, que esbanjam aquela musicalidade tipica do SFA com seu rock experimental e ao mesmo tempo tão melódico.
Pra minha sorte e de todos os fãs da banda eles não mergulharam em águas brasileiras tentando enfiar percussão e bossa nova no som deles.
Falo isso porque sempre que esses gringos se apaixonam pelo Brasil acabam perdendo sua personalidade e originalidade e fazendo besteira. Felizmente ao ouvir esse novo disco senti que eles continuam fiéis a suas origens britânicas (psicodelia, folk e até british blues)
O disco começa com uma faixa de 40 segundos, "The Gateway Song" é um micro rock and roll que abre espaço para "Run-Away" , que parece mais uma música feita pelo Pulp, o vocal lembra bastante Jarvis Cocker.
O primeiro single a ser extraido do álbum será "Show Your Hand" , uma baladinha daquelas pra tocar no rádio.
Segundo Gruff Rhys o álbum "Hey Venus!" é a história de um personagem que atende pelo nome Venus, vive num vilarejo e de repente muda pra cidade grande.
Até aí nada de se espantar, pra uma banda que já fez música até pra "Golden Retriever", que aliás foi uma das coisas mais adoráveis na minha vida depois que eu ganhei um cachorro dessa raça.
Mais um bom motivo pra que eu gostasse mais ainda do Super Furry Animals, mas não espere nada de tão inovador assim nesse novo disco, apenas um bom disco de uma banda que jamais conseguirá fazer algo ruim, a não ser que eles sejam infectados pelo vírus da bossa nova.
Bato na madeira pra que isso nunca aconteça.

28 junho 2007

JOSH ROUSE - A melhor tradução do estilo "americana"



JOSH ROUSE - Country Mouse City House

Cantor e compositor americano, natural de Nebraska, Josh Rouse lança seu oitovo disco no final de julho.
Quando garoto Josh era fã de Smiths e The Cure.
Mais tarde ficou amigo dos caras do Sparklehorse e de Kurt Wagner do Lambchop e fizeram juntos o EP "Chester" em 1999.
Logo Josh se tornou um dos nomes da chamada alt country.
Acompanho o trabalho de Josh Rouse desde seu primeiro álbum "Dressed Up Like Nebraska", em 1998.
Nessa epoca eu começava no Departamento Internacional da Trama e estava em negociação com o selo Rykodisc pra lançar o catálogo deles no Brasil.
Josh gravava pelo selo independente Slow River e a Ryko distribuia pro resto do mundo.
Lançamos o álbum "Home" em 2000, mas pouca gente prestou atenção no trabalho dele.
A Ryko sempre foi um selo que investiu e acreditou em novos talentos, mas aqui no Brasil os que obtiveram melhores resultados foram os mais conhecidos como Morphine e Galaxie 500.
Talvez ainda hoje seja possivel encontrar nos saldões "Home" de Josh Rouse por uma bagatela.
Em 2006 depois de lançar o álbum "Subtitulo" Josh Rouse arrumou uma namorada espanhola e mudou-se para Valencia, onde vive até hoje.
Pra celebrar seu casamento lançou no inicio deste ano o EP "She´s Spanish, I´m American" ao lado de sua esposa.
Este novo álbum segue a linha de "Nashville" de 2005 e "1972" lançado em 2003, um disco apaixonado como a maioria das letras de Josh Rouse.
No myspace dá pra conferir o trabalho de Josh Rouse:
http://myspace.com/joshrouse
saiba mais sobre ele também no site:
http://www.joshrouse.com/

27 junho 2007

AMERICANA


"Americana" é o termo usado pelos ingeleses para definir algumas bandas vindas da América a partir do final dos anos noventa.
São basicamente aquelas bandas que conservam as tradições da música americana (folk, country e blues) e circulam pela cena indie.
Em breve estão saindo dois dos melhores discos dessa cena em 2007.
O primeiro é Okkervil River e seu novo álbum "The Stage Names".
A banda é natural de Austin, no Texas e lançou seu primeiro disco em 2002 criando um som folk rock mas com uma linguagem indie rock.
Esse é o quarto disco do Okkervil River e o melhor trabalho da banda até agora.
Bem diferente do disco de 2005, o aclamado "Black Sheep Boy", este novo cd do Okkervill River tem uma tendencia mais rock and roll em suas tres primeiras faixas, mas depois volta às sua raízes country folk e da metade pro final consegue o equilibrio perfeito, principalmente na faixa que encerra o cd, uma releitura sensacional de "Sloop John B" dos Beach Boys.
São nove belas canções que com certeza a revista inglesa Mojo que criou o termo "Americana" vai eleger o Okkervil River como disco do mês.
Ouça faixas do álbum "The Stage Names" no profile do Okkervil River:


E aí quando chegar setembro o próximo candidato a disco do mês no estilo "Americana" será sem dúvida
o novo do Iron & Wine " The Shepherd´s Dog"
O responsável por mais essa obra prima é Samuel
Beam, um músico da Flórida, que em 2002 chamou a atenção dos executivos do selo Sub Pop que lançaram seu primeiro álbum "The Creek Drank The Cradle". Em 2004 veio "Our Endless Numbered Days" que entrou nas listas dos melhores daquele ano.
No ano de 2005 o CD "In The Reins" em parceria com o Calexico consagrou definitivamente o talentoso Samuel Beam.
Agora o Iron & Wine se prepara pra lançar seu quarto álbum "The Shepherd´s Dog" outro disco que certamente arrancará grandes elogios da crítica, pois Samuel Beam dessa vez explora mais ainda a psicodelia e a música folk da decada de 60, com ecos de Donovan e Incredible String Band.

25 junho 2007

Carbon/Silicon - o novo projeto de Mick Jones e Tony James

Duas figuras importantes do punk rock britânico Mick Jones e Tony James se reencontram, pois na verdade eles já haviam tocado juntos antes do Clash e do Generation X em 1975.
Em 2002 depois de Mick Jones produzir o Libertines, ele resolveu juntar-se a Tony James e fazer o projeto Carbon/Silicon, a principio a idéia era fazer discos apenas para download. Lançaram dois discos pelo site da banda, mas por problemas juridicos de samples usados sem autorização a banda teve que tirar os discos do site e partir para o lançamento de discos oficiais.
O primeiro lançamento saiu este mês, um single com quatro faixas que na primeira audição não me lembrou nada do Clash e muito menos do Generation X ou do Sigue Sigue Sputinick.
Muito menos Big Audio Dynamite de Mick Joones, ou qualquer outra banda que Tony James tenha tocado (Sisters of Mercy ou Chelsea).
Apesar da banda contar além de Mick Jones, com mais um ex-membro do Big Audio Dynamite, o som do Carbon/Silicon tá mais pra pub rock do que pra punk rock.
Às vezes soa como Dr Feelgood ou Graham Parker and the Rumour, mas na faixa "The News" a levada de guitarra lembra Skids, Big Country ou Armoury Show.
O projeto de Mick Jones e Tony James é bem eclético, tem até blues e não soa nada moderninho, talvez por essa razão a crítica inglesa os ignorou até agora.
Pra ouvi-los:
http://www.myspace.com/carbonsiliconinc
ou no site onde eles disponibilizam uma das novas músicas para download:
http://www.carbonsiliconinc.com/

Sai novo CD de Ryan Adams

Justamente hoje sai na Europa e nos EUA o novo CD de Ryan Adams " Easy Tiger", o nono disco da carreira deste americano de 32 anos e natural de Jacksonville na Carolina do Norte.
Quando criança Ryan Adams aprendeu a gostar de música country ouvindo Loretta Lynn,Merle Haggard, George Jones e Johnny Cash.
Aos 20 anos de idade formou o Whiskeytown, com quem gravou quatro discos e terminaram em 2001, depois do exclente álbum "Pneumonia".
O Whiskeytown pode ser considerado um dos grupos pioneiros do estilo Alt Country ao lado de Uncle Tupelo e Jayhawks.
Mas em 2000 Ryan Adams já dava inicio a sua carreira solo lançando o álbum "Heartbreaker", super aclamado pela crítica e seguido por outro grande disco "Gold" em 2001.
No ano passado Ryan Adams lançou um disco chamado "29" que foi muito mal recebido pela crítica, mas agora com "Easy Tiger" acontece o contrário, todos dizem que ele voltou à boa forma de "Heartbreaker" e dos dois discos que ele lançou com sua banda Cardinals em 2005 "Cold Roses" e "Jacksonville City Nights".
Nesse meio tempo Ryan Adams entrou também na onda de fazer discos sómente para download, ele já disponibilizou no seu site mais de 11 discos que ele fez sob diversos pseudonimos, um deles é DJ Reggie pras coisas mais hip hop, e pras coisas mais hardcore The Shit e Werewolph. Pra saber mais dê uma olhada no site dele:
www.Ryan-adams.com
Mas, voltando ao novo cd "Easy Tiger" é um disco repleto de suas raízes country music e às vezes me lembra muito Neil Young, Stephen Stills e David Crosby, o tom de voz de Ryan Adams é um elo perdido entre esses tres grandes nomes do rock folk americano da decada de 70.
Para ouvir algumas faixas desse novo cd de Ryan Adams, vá nesse endereço no myspace:
http://www.myspace.com/ryanadams
E tem mais, no site da amazon eles disponibilizam dois clips maravilhosos do álbum "Easy Tiger",
a música "Everybody Knows" e a fantástica "Magnolia Mountain" um country rock psicodélico à altura de um CSNY. Segue o link:
http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/B000P29B1W/losthighwayre-20/002-8469663-9667249

23 junho 2007

DARTZ! "O Dance Punk Inglês"


Middlesbrough é o nome de uma cidadezinha ao Norte da Inglaterra e de lá vem o trio de dance punk Dartz!
Mas que nova tendencia é essa "dance punk"? Pois bem, talvez o rótulo nem seja tão novo assim, pois muito já se falou em outras tendências como "disco punk" e "pós punk", que aliás tem muito a ver com o estilo "dance punk" porém esse é mais um termo que a crítica inventou pra definir algumas novas bandas como Forward Russia!, ShitDisco, Hot Club de Paris, Foals, Kubichek!, The Young Knives, e o Dartz!, por exemplo.
Infelizmente o rótulo não teve o mesmo sucesso da "new rave" cuja causa o NME abraçou e acabou estourando os Klaxons e agora o New Young Pony Club.
O Dance Punk ainda está restrito às gravadoras independentes: Transgressive, Dance To The Radio, Fantastic Plastic e a Xtra Mile Recordings que tá lançando o cd de estréia do Dartz!
A primeira vez que ouvi falar do Dartz! foi numa série de singles lançados em 2006 pelo selo Xtra Mile e num desses compactos aparecia a música "Fantastic Apparatus".
Recentemente o DJ Márcio Custódio que mora lá em Londres também fez uma bela review desse disco no site http://www.oilondres.com.br/, onde semanalmente ele dá dicas de shows e lançamentos.
O álbum "This is My Ship" saiu em fevereiro deste ano e foi bastante elogiado pela crítica, mas sem um hype agressivo dificilmente eles conseguirão acontecer.
Deram as melhores definições que eu já vi pro Dartz!, alguém disse que eles são "um Talking Heads on speed".
Outros os comparam às coisas do selo Dischord e principlamente Fugazi, mas com o apelo dançante de novas bandas de Washington DC como "Q and Not U".
Ou até mesmo um cuzamento de Futureheads com Radio 4.
A verdade é que o Dartz! conseguiu fazer um álbum de estréia que sintetiza muito bem o tal estilo dance punk.
http://www.myspace.com/darts

22 junho 2007

Duas recomendações do novo pop britânico



THE PIGEON DETECTIVES
"Wait For Me"
THE MACCABEES
"Colour It In"
O Pigeon Detectives foi formado há dois anos atrás na cidade de Leeds na Inglaterra, assinaram com o selo independente "Dance To The Radio" e no inicio de 2006 lançaram o primeiro single "I´m Not Sorry" que logo chamou a atenção da revista Artrocker, que os incluiu em uma de suas coletâneas.
Em seguida vieram os singles "You Know I Love You", "I Found Out" e "Romantic Type", todos eles provando que a banda tinha a manha de compor hits do pop alternativo.
Todos esses singles estão reunidos nesse espetacular disco de estréia, que saiu há quase um mês e recebeu grandes elogios.
O NME disse: "São as 12 melhores canções pop que não ouviamos há decadas"
A revista Mojo disse: Isso é realmente punk pop como Deus planejou"
Depois de toda essa rasgação de seda o negócio é visitar a página do Pigeon Detectives no myspace e conferir:
Tem também o site deles:
O Maccabees é um quinteto de Brighton na Inglaterra e começou em 2005, assim como o Pigeon Detectives também começaram lançando singles do melhor punk pop, e da mesma forma despertaram a atenção da revista Artrocker.
O primeiro single saiu em maio de 2006 com a música "X-Ray", por um selo independente chamado "Promise Records". Em seguida assinaram com a gravadora Fierce Panda e lançaram o compacto "Latchmere", outro exemplo de pop perfeito.
Em seguida despertaram a atenção do selo Fiction Records da major Universal (o mesmo selo que no final da decada de 70 lançou o The Cure). Vieram então os singles "Precious Time", "First Love" e "About your Dress".
Todas essas músicas estão nesse outro excelente álbum de estréia "Colour It In".
Essa é uma das épocas mais criativas do pop inglês, realmente fazia tempo que não apareciam tantas bandas com esse potencial de criar hits instantâneos.

21 junho 2007

O KULA SHAKER ESTÁ DE VOLTA

Depois de 8 anos após a dissolução do Kula Shaker em 1999, o vocalista e guitarrista Crispian Mills está de volta com o lançamento do álbum "Strangefolk" que sai em julho lá fora.
A história do Kula Shaker começa em 1996 com o single "Grateful When You´re Dead", depois veio o primeiro hit "Tattva", que dava a cara mais psicodélica da banda e fortemente influenciada por Beatles e particularmente George Harrison.
Em seguida veio o disco de estréia chamado simplesmente "K", foi um recorde de vendas no Reino Unido no seu lançamento, chegando rapidamente em primeiro lugar nas paradas. Foi o segundo disco da era Britpop a bater no primeiro posto na semana de lançamento. O primeiro foi o Oasis como "Definitely Maybe".
Rapidamente o Kula Shaker começava a conquistar também o público americano e arrancava elogios de toda crítica, mas na "prova dos nove" do segundo álbum eles escorregaram e a banda começou sua decadência terminando em 1999. O segundo álbum do Kula Shaker "Peasants, Pigs & Astronauts" na verdade não é um disco tão fraco como a crítica inglesa o considerou, mas todos esperavam algo à altura do primeiro "K".
Em 2002 Crispian Mills monta uma nova banda "The Jeevas", num estilo mais powerpop punk, bastante influenciado por Undertones, Buzzcocks, The Only Ones e The Jam.
Gravaram dois bons discos "1-2-3-4" (2002) e "Cowboys and Indians" (2003) e daí a banda termina.
Em 2005 Crispian Mills já começava a remontar o Kula Shaker e lançou tímidamente um single com material novo sómente no Japão, onde a banda tem um grande número de fãs.
O álbum "Strangefolk" traz treze novas músicas do Kula Shaker em sua formação original adicionada de um tecladista.
A banda mantém sua fidelidade ao classic rock dos anos 70, tanto que certas músicas parecem um cruzamento de Beatles e Yes, ouvindo a faixa "Second Sight" me relembrou alguma coisa do álbum "Time and Word do Yes"(1970) e os vocais na linha Beatles.
Isso não é de se impressionar pois um dos últimos hits do Kula Shaker antes deles terminarem foi "Hush" uma regravação de um dos primeiros hits do Deep Purple.
O Kula Shaker volta com um belo disco, agora só resta saber como a crítica britânica receberá esse retorno, pois a sobrevivencia deles vai depender das boas reviews, senão ficarão na saudade dos bons tempos do Britpop.
Ouça duas novas músicas do Kula Shaker no myspace:
http://www.myspace.com/kshaker

12 junho 2007

GALLOWS

Gallows é no momento na Inglaterra a banda punk hardcore mais aclamada dos últimos anos.
Há tempos que não aparecia uma banda com a atitude de um Clash ou Sex Pistols, foi isso que declarou a revista Kerrang há alguns meses atrás quando os colocou na capa de uma de suas edições.
Mas não é só nas revistas especializadas em rock pesado que o Gallows aparece, eles também conquistaram o público indie britânico e o álbum "Orchestra of Wolves" levou nota nove do NME.
Apesar de não ser um disco tão inédito assim "Orchestra of Wolves" foi lançado primeiramente em setembro do ano passado por um selo independente em edição limitada que esgotou rápidamente.
O Gallows então passou a excursionar no circuito indie e quanhou mais credibilidade com esse público e crítica, e acabou chamando atenção de uma grande gravadora a WEA, que decidiu reeditar neste mês "Orchestra of Wolves" com uma nova capa e um cd bonus com algumas faixas inéditas e uma cover da maior influência do Gallows a banda punk californiana dos anos 80, Black Flag . A música escolhida do Black Flag foi "Nervous Breakdown".
Uma das caracteristicas do Gallows é a voz do vocalista Frank Carter, ninguém consegue gritar mais alto e agudo do que ele. Tem gente que acha que ele não chega ao segundo disco se continuar gritando desse jeito desesperado.
Órfãos de At The Drive-in, Minor Threat,Rocket from The Crypt e Murder City Devils, com certeza vão gostar do som do Gallows, pois faltava essa atitude no novo rock britânico.
Pra ouvir o Gallows entre no myspace:
http://www.myspace.com/gallows
Tem também uma session deles pra ouvir no site da xfm, no link abaixo:
http://www.xfm.co.uk/Article.asp?b=reviews&id=415368

10 junho 2007

LOS CAMPESINOS! & FANFARLO



Los Campesinos! e Fanfarlo, pelos nomes não dá pra identificar que são duas novas bandas britânicas.
Apesar do nome de origem espanhola Los Capesinos é uma banda do País de Gales, da cidade de Cardiff, são sete integrantes, três garotas e quatro rapazes, todos atendem pelo sobrenome de Campesinos!.
Apesar da banda não assumir sua influência Belle & Sebastian eu considero o som que eles fazem bastante influenciado pelos escoceses. Eles trazem aquele lado das canções mais alegres feitas pelo B&S assim como influencias 80´s e também de bandas como Pavement e Guided By Voices. Mas, tem também uma coisa de anos 90 de bandas perdidas no tempo como The Pooh Sticks e Beat Happening.
Ainda é cedo pra dizer se a banda vai emplacar, mas pelos dois singles que eles lançaram até agora tudo indica que eles podem ter vida longa no novo pop britânico.
Confira faixas dos singles de Los Campesinos! no myspace:
Outra banda que faz parte dessa geração pós Belle & Sebastian é o Fanfarlo, sexteto londrino que tem apenas um ano de existência e três singles lançados. O Fanfarlo lembra demais o B&S,mas tem muito de bandas como Olivia Tremor Control, Neutral Milk Hotel e Orange Juice.
A banda explora bastante os arranjos de sopro(metais), usando muito trumpete em suas músicas.
O novo single "Fire Escape" saiu na Inglaterra esta semana e pode ser ouvido no myspace do Fanfarlo:

03 junho 2007

SHELLAC

SHELLAC - "Excellent Italian Greyhound"











Antes de começar a falar do Shellac é importante contar um pouco da importância de seu líder, o guitarrista e produtor Steve Albini.

Na minha opinião um dos genios do rock da decada de 90, Steve é um daqueles caras que dificilmente erram em suas produções. Ele começou em Chicago na decada de 80 e ficou conhecido primeiramente graças a cultuada banda Big Black que fez apenas dois álbuns que se tornaram clássicos "Atomizer" (1986) e "Songs about Fucking"(1987).

Em 1988 com o final do Big Black Steve Albini começa uma carreira de sucesso também como produtor, um seus primeiros clássicos produzidos foi "Surfer Rosa" dos Pixies, depois Breeders,Supechunk e o clássico "In Utero" do Nirvana em 1993.

O nome Steve Albini acabou se tornando uma marca de qualidade e algumas bandas inglesas o procuraram na decada de 90 para produzirem seus álbuns, dentre eles o Wedding Present, Auteurs e PJ Harvey. Mas nem sempre o nome Steve Albini ajudava tanto assim, tudo dependia é claro da banda, como foi o caso dos britanicos do Bush no álbum "Razorblade Suitcase"(1996). Na verdade Steve Albini é um grande produtor, mas não faz milagres.

Voltando à carreira de Albini, depois do Big Black ele lança uma outra banda o Rapeman. que gravou apenas um álbum "Two Nuns and a Pack Mule" (1989).
Em 1992 monta o trio Shellac com o baterista Todd Trainer e o baixista Bob Weston e lançam em 1994 o álbum "At Action Park", em 97 "The Futurist", e em 98 "Terraform".
Daí a banda dá um tempo de tres anos e meio e lança o sensacional "1000 Hurts"(2000).
Sete anos depois Steve Albini está de volta com o Shellac e este novo álbum "Excellent Italian Greyhound".
Interessante é que parece que a banda nunca parou, pois a obra de Albini continua mais atual do que nunca. Nesse novo trabalho a gente encontra ecos de seus trabalhos anteriores (Big Black e Rapeman) e a marca registrada Steve Albini. Sim, aquele quase minimalismo sonoro que ele soube tão bem administrar em "Surfer Rosa" dos Pixies. O disco é repleto daqueles espaços para explorar a sonoridade do instumento, como na faixa de abertura "The End of Radio", que abre com um ritimo de bateria e em seguida a guitarra de Albini sózinha em alguns riffs. Isso é um estilo muito pessoal dele, eu costumava chamar de fazer a música "respirar". Isso fica bem claro mais uma vez em "Surfer Rosa" dos Pixies, as linhas de baixo guitarra e vocal se alternavam e a música de repente explodia.
A música do Shellac é assim marcante, consistente e desesperadamente pesada quando deve ser.
Stever Albini é um mestre desse genero que não tem classificação, é nada mais nada menos que puro rock and roll.
Assim como "1000 Hurts" de 2000, esse novo disco do Shellac tem duas versões CD e LP.
O vinil com capa especial, aliás são duas capas, a primeira é uma ilustração desenhada à mão por um artista plástico amigo de Steve Albini e a segunda aquela colorida com o cachorro (vide acima).
Junto com a edição em vinil vem também um cd encartado, melhor, pois nesse caso não é preciso comprar as duas edições.
São nove faixas do mais crú e inteligente rock feito em 2007, dificilmente alguém vai lançar disco melhor que esse, ainda este ano.
Pra ouvir um um pouco de Shellac entre na página deles no myspace:
http://www.myspace.com/shellacofnorthamerica