26 março 2013

Novo DVD do Kid Vinil Xperience!!


Aqui é o Carlos, guitarrista da banda do Kid. Estou aproveitando o espaço para divulgar nosso novo lançamento.

Esta é a capa do primeiro DVD ao vivo gravado por Kid Vinil e a sua banda Xperience. Foi gravado em 2010 na cidade de Novo Horizonte.

Incluídas estão todas as músicas que marcaram a carreira de Kid, com o Magazine e o Verminose. Alem disso foram incluídas entrevistas onde ele conta as histórias por trás de cada uma das canções.
A banda tem a participação de Carlos Rodrigues (baixo), McCoy (bateria) e Carlos Nishimiya (guitarra).

As músicas são as seguintes:

1. Comeu
2. Casa Da Mãe
3. Kid Vinil
4. Tô Sabendo
5. Nonsense Total
6. O Homem Da Moto (Motorcycle Man)
7. Tic Tic Nervoso
8. Glub Glub No Clube
9. Adivinhão
10. Pau Na Marginal
11. Surfista Calhorda (cover dos Replicantes)
12. Sou Boy

O DVD está à venda no site oficil de Kid neste link:


DVD KID VINIL XPERIENCE


Arte da capa: Paulo Hardt!!

Carlos Nishimiya

Covardia para Beatlemaniacos

No mes que o album "Please Please Me" dos Beatles completa 50 anos, os holandeses colocam no mercado negro, duas caixas bootleg. Pena que nao é do disco em questão, mas do posterior "With The Beatles" e do classico "Rubber Soul". O titulo "covardia" é simplesmente porque essas edições holandesas são limitadas a 600 copias, cada caixa contem 5 Lps coloridos, 3 cds e um dvd. A capa é em 3D e o conteudo alem da versão original dos discos, traz também outtakes de estudio e versões em mono. A principio nada que não exista em outros bootlegs, mas o mais atraente nessas edições é justamente a apresentação e o cuidado gráfico que uma EMI jamais pensaria em fazer.A maioria das caixas são em 3D,com encartes. A discografia dos Beatles quase toda ja foi disponibilizada nessas caixas que eles chamam "The Real Alternate Box". Por se tratarem de edições limitadas os preços variam de 500 a 700 reais cada caixa. Para encontrar essas raridades aqui no Brasil temos um revendedor sómente a Record Collector Brasil, uma loja virtual www.recordcollectorbrasil.com.br. Especializada em bootlegs lá voce encontra todas caixas limitadas dos Beatles, dos Rolling Stones e recentemente do Who, Hendrix e Pink Floyd. Além disso os holandeses tambem fizeram caixas de Bob Dylan, Can e Neil Young. O processo de lançamentos nao para e para os apreciadores e colecionadores como eu isso não passa de uma tortura. Visite o site e confirme.

03 outubro 2012

Programa no site da Brasil 2000

Ja divulguei o programa do site da Brasil 2000 em vários lugares e esqueci de comentar aqui no blog, que andei desaparecido pra variar. Antes tarde do que nunca meus caros. Pros que sentiram falta do Artock, agora temos o programa Kid Vinil no site da rádio Brasil 2000. Acontece todas as segundas feiras a partir das 22 horas. Depois o o programa fica arquivado na minha página da rádio, pra quem quiser fazer download. Estamos no programa de numero 15. Entre no site www.brasil2000.com.br Abaixo uma prévia do programa da próxima segunda:


Meu querido Bob Mould está de volta depois da campanha de relançamentos dos discos do Sugar em julho. Ele volta agora gravando pelo selo americano Merge Records e lança "Silver Age" um discaço bem na onda de seus discos com o Sugar. Recentemente Bob Mould tocou no programa do David Letterman no formato power trio e foi espetacular.


Uma banda japa nova chamada Taffy, fazendo um pop inspirado nos anos noventa do Britpop britanico e claro com pitadas de suas conterraneas, as Shonen Knife, que eu curto até hoje (no ano passado o disco tocando Ramones das Shonen Knife ficou demais!) O vinilzinho do compacto coloridinho e o LP é glitter, parece purpurina.Coisa de Japinhas!


Essa banda americana eu já acompanho há algum tempo. Eles são do selo In The Red, que só lança coisa boa. O novo disco do Oh Sees é um EP, porem generoso, pois tem 10 faixas. Uma garageira psicodélica de primeira!


Acima a capa do segundo volume da coletanea Factory Dance, o Fac.Dance 02. Remixes de A Certain Ratio, Section 25, Quando Quango, The Durutti Column. Tão bom quanto o primeiro volume. Ambos são edições duplas em CD.

01 julho 2012

Punk, Hardcore & Afins


O primeiro dessa minha lista de punks é a banda americana OFF! do vocalista Keith Morris, que foi do Black Flag e do Circle Jerks até 2010, depois juntou-se a ex integrantes do Burning Brides, Rocket From The Crypt e Red Kross e formou o OFF!. Ano passado lançaram uma caixa de singles e um album de 17 minutos, com músicas curtas e explosivas.Pra quem cresceu oiuvindo Black Flag, Dead Kennedys e Circle Jerks, o Off! é a melhor banda do mundo nesse momento. Fãs de punk e hardcore ouçam esse disco que voces vão amar!!!


Cheap Time já vem de algum tempo, também americanos fazem um punk mais pro estilo 77, meio Saints com Buzzcocks, mas também lembra Stooges e MC5. Esse "Wallpaper Music" é o terceiro disco do trio, pelo cultuado selo In The Red Records.


Flats é um quarteto londrino que pega pesado no hardcore, pra quem um dia gostou de Discharge e Crass o Flats é perfeito! Disco de estréia depois de alguns compactos bastante recomendados pela Rough Trade.


O Pulled Apart by Horses também é britanico e lança seu segundo álbum, também nessa onda pós-hardcore. Eles são de Leeds na Inglaterra e acabam de lançar "Tough Love", tão pesadão quanto o primeiro disco.


O Future of The Left já chega ao seu quinto disco "The Plot Against The Common sense". Uma das melhores músicas do álbum e aliás o melhor titulo é "Sheena is a T-shirt Salesman"


Cancer Bats é candense assim como o Fucked Up. Também vão na linha do pós-hardcore. Esse quarto disco é o mais produzido e menos hardcore que os tres anteriores.

Essa banda também fui por recomendação da loja Rough Trade. O nome da banda é simplesmente NO, eles são de Londres e lançaram recentemente um álbum pelo selo Statick Shock Records. Pra fãs de Minor Threat e Discharge.


Muito menos punk e hardcore do que as bandas citadas acima, esse duo australiano tem muito mais atitude punk, do que necessariamente uma sonoridade. O resultado final é bem interessante, me fez lembrar de bandas dos anos 90 da geração que os ingleses chamavam de "grebo". Bandas como Gaye Bykers on Acid, Pop Will Eat Itself, Crazyhead, Senseless Things e Ned's Atomic Dustbin, eram algumas de tantas que apareceram paralelas ao Britpop.


Americanos de atitude punk são esses caras do THE MEN, já lançaram tres álbuns. Esse novo "Open Your Heart" é o melhor até agora.Muito a ver com os canadenses do Japandroids e com Rocket From The Crypt. Além disso bastante influenciados por Husker Du e Replacements, apesar de dizerem que são fãs do Spacemen 3 e Neu!

11 junho 2012

dicas de lançamentos de junho

Junho começou agitado nos lançamentos, só na primeira semana uma leva de bons lançamentos merecem ser comentados. Alguns deles são os famosos reissues e edições de aniversário como no caso de 40 anos do álbum "Ziggy Stardust" de David Bowie. Vamos às recomendações: A veterana Patti Smith reaparece com o álbum "Banga", com produção de Lenny Kaye, participações de Tom Verlaine (Television) e até Johnny Depp tocando guitarra e bateria na abertura de "Banga". Pode não ser comparado a clássicos como "Horses" ou "Radio Ethiopia", mas digno de quem já fez obras primas do pré-punk.



Na onda dos relançamentos vem Paul Simon com "Graceland" seu clássico de 1986, numa edição especial do aniversário de 25 anos desse grande disco. Foi o grande flerte de Paul Simon com a musica africana, um álbum inspiradíssimo. A edição em cd duplo traz o album "Graceland" mais bonus tracks e acompanha também um DVD documentário e videos da epoca.



O troféu de melhor pacote de reissues desse mes fica pro My Bloody Valentine com tres discos "My Bloody EP's 1988-1991", e os clássicos "Isn't Anything" e "Loveless". Se voce não tem os originais da época ou mesmo que tenha vale a pena pegar esses relançamentos, pois o guitarrista Kevin Shields remasterizou tudo com aquela categoria e perfeccionismo que marcou a obra do grupo e tem mais "Loveless" agora é duplo. Essenciais!!!



Neil Young retorna com novo disco e reunindo seus companheiros do Crazy Horse em "Americana". Um disco que dividiu opiniões, muitos esperavam um novo "Harvest" ou "After the Gold Rush", mas convenhamos, Neil Young não precisa provar mais nada pra ninguem. Um cara que criou tantos discos memoráveis, nem precisa mais se superar, o que vier é lucro. Mesmo assim ainda acho um disco digno de Neil Young.

 

Os suecos do Hives investem naquela velha fórmula criada por eles desde o primeiro disco, rock básico com influencias de punk e garage rock em "Les Hives". Se voce procura por rock sem firulas, o Hives vai direto ao assunto.




Comemorando seus 40 anos do lançamnto, "Ziggy Stardust" de David Bowie é daqueles clássicos indiscutíveis, que mudou a cara do rock na decada de 70 e tornou-se um dos álbuns mais influentes de todos os tempos. Nessa edição em vinil, completa-se com um CD encartado e alguns outtakes que não apareceram nas edições de aniversário anteriores.
Uma volta bem recebida foi de Kevin Rowland e seu Dexys, que na década de 80 atendia por Dexys Midnight Runners e agora abreviaram para Dexys. Muitos os creditam como "one hit wonders" pelo sucesso de "C'mon Eileen" na década de 80, mas eles tiveram outros hits como "Geno" e "Jack Wilson Said", por exemplo. Tres grandes álbuns e uma investida em carreira solo de Kevin Rowland. O álbum "One Day I'm Going To Soar" traz musicas inspiradas e bons momentos na voz de Kevin Rowland e isso é mais do que suficiente para uma volta à ativa.

 

A belíssima Tracy Tracy também está de volta com o Primitives, uma banda de power pop dos anos 90, famosa pelo hit "Crash" (recentemente regravada pelo Belle & Sebastian). O álbum "Echoes And Rhymes" traz regravações incríveis de gente famosa da decada de 60 como Jackie DeShannon e Gordon Lightfoot, por exemplo, tudo com delicioso sabor de power pop.



A saga oitentista em termos de influencias continua forte nas novas bandas, é o caso das duas próximas recomendações. A primeira vem do Brooklyn (o novo polo criativo do rock americano). Friends é o nome da banda e o disco "Manifest"!, algo inspirado em Cindy Lauper, Prince e Talking Heads, mas com um bom   resultando final.

  

Do lado britanico vem o Citizens! com o álbum "Here We Are", resgatando influencias de Human League, Depeche Mode, Gary Numan e do New Romantic do Visage.



O Canadá mais uma vez se faz presente com o seu duo Japandroids. Uma banda que eu acreditei desde o primeiro disco e seus compactos. Aparentemente aquela barulheira toda ao vivo poderia não dar em nada, mas os caras conseguiram nesse álbum "Celebration Rock" provar que não é apenas "noise", puro e simples.

 

Mais experimentais e surpreendentes reaparecem, o Liars com outro grande disco, tão bom quanto o álbum Liars de 2007 e "Sisterworld" de 2010.



Infalíveis também são os islandeses do Sigur Rós. Sou fã dos caras desde aquele disco que lancei pela Trama no inicio de 2000. Depois de um ótimo disco ao vivo no ano passado e as investidas solo do vocalista Jónsi vem esse excelente "Valtari".



No primeiro álbum a dupla americana Best Coast foi muito bem recebida, neste segundo trabalho alguns cobraram as letras de Beth Cosentino, alegando que são fracas e infantis. Levando em consideração que estamos falando de um duo pop, dá pra dar um desconto nas letras e reconhecer que o disco é bom.
Outra banda americana infalível é o Walkmen; conheço esses caras desde que eles eram Jonathan Fire Eater, depois mudaram pra Walkmen e veio o hit alternativo The Rat. Mas não ficou só nisso, bons discos na sequencia, adoro aquele remake de "Pussycats" (disco clássico dos anos 70 com Harry Nilson e John Lennon). Em 2010 "Lisbon" foi outro ótimo disco. Agora esse "Heaven" é uma sequencia do álbum anterior.


Antes que me esqueça tem ainda os relançamentos do Sugar do fabuloso Bob Mould que nos deu nos anos oitenta o sensacional Husker Du. Na década de 90 ele veio com o Sugar e tres discos fantásticos, "Copper Blue", "Beaster" e "File Under Easy Listening". O mais essencial dos tres é "Copper Blue", reeditado em formato triplo, dois CDs e um DVD contendo faixas e videos inéditos. Meus caros, como sempre não tenho links pra voces baixarem os discos, mas se houver interesse procurem por aí e se gostarem peguem os formatos fisicos, pois valem a pena. Falar nisso deixo voces com um video mostrando mais vinis interessantes como os japoneses do Flower Travelin Band, a edição dupla de "L.A.Woman" dos Doors, uma maravilha do Soft Machine ao vivo. Tem ainda os americanos pós punk do Pere Ubu em um discaço chamado "Pensylvania". Tres coletaneas completam essa edição: "Sideburn Sounds" com bandas de todo mundo, até nosso Golden Boys da década de 60. Outra altamente recomendável são os dois volumes da série "Turkish Freakout", que compila artistas turcos da década de 60 e inicio dos anos 70. Bizarrices à parte são tres ótimas coletaneas.

15 maio 2012

Vinil, Vinyl. Vinilo

Abril foi o mes dos vinis, graças ao Record Store Day. Enlouqueci nas aquisições, os compactos da gravadora Sundazed sempre me fascinam, dessa vez peguei o Blues Magoos, Gene Clark, Captain Beefheart, Lovin' Spoonful e Paul Revere & The Raiders. Só pérolas da década de 60, além do single especial do Jimi Hendrix e até o compacto colorido de Otis Redding. Maio começou com ótimos lançamentos em vinil como o novíssimo album de Richard Hawley, "Standing at the Sky´s Edge", uma luxuosa edição dupla em vinil, com uma belíssima capa e com o CD do disco encartado.


Outro que não perdi a edição dupla em vinil branco foi o novo do Spiritualized, "Sweet Heart Sweet Light". Nos relançamentos históricos peguei o vinil duplo e a caixa do T Rex de 40 anos do clássico "Electric Warrior" e ainda a edição dupla em 10 polegadas de Janis Joplin "The Pearl Sessions". Abaixo uma recomendação especial do grupo Mariachi El Bronx, vinil especial do Record Store Day, gravado ao vivo. Numa das faixas tem a participação do lendário Michael Monroe, vocalista do Hanoi Rocks.


Outro vinil que corri atrás foi esse especial do Flaming Lips and Heavy Friends, com muita gente convidada como Tame Impala, Yoko Ono, Nick Cave, Lightning Bolt e Bon Iver, dentre outros. O charme é que os dois LPs são multicoloridos e cada edição tem uma mistura de cores diferentes.


Com uma belissima capa os ingleses do Cribs voltam com seu novo disco e sem Johnny Marr. Mesmo assim a banda conseguiu fazer um de seus melhores trabalhos. Detalhe importante, o vinil é duplo e somente para as lojinhas independentes inglesas ele vem com um compacto de 7 polegadas em vinil colorido e com duas faixas inéditas.


Abaixo deixo um video que gravei em março mostrando alguns vinis, como o compacto do Jack White, que agora já saiu com seu álbum "Blunderbuss" e claro já encomendei o vinil de sua gravadora, a Third Man Records. Ainda falando de Third Man mostro o single do garoto de Detroit chamado Duane, um glam pop eletronico que só Jack White pra descobrir essas coisas. Depois tem a volta de um grupo que eu adorava na década de 90, os britanicos do Ultrasound. Dos mais jovens tem o Spector que saem em breve com o album de estréia e encerro com psicodelia lisérgica do Cranium Pie.


 

09 abril 2012


Há alguns meses atrás numa de nossas viagens pelo Brasil pra fazer o show Anos 80, Ritchie comentou comigo que lançaria no dia de seu aniversário em março desse ano um CD chamado "60". Quando me falou sobre o repertório que estava gravando fiquei curiosísssimo e nao via a hora de ouvir esse trabalho. Semanas atrás nos encontramos e ele me deu finalmente esse tão aguardado CD de regravações todas em ingles, seu idioma natal. O melhor disso tudo foi a escolha do repertório, lembro que Ritchie comentou comigo que não gravaria nada muito óbvio de seus conterrâneos. Não haveria Beatles, Stones ou The Kinks. São 15 canções que ele ouvia na sua infância nos anos 60 da "swinging london". Mas no repertório não foram privilegiados somente os britanicos, o disco abre com "Summer in The City", clássico da banda americana Lovin` Spoonful. Em seguida vem uma das minhas regravações favoritas do vocalista Paul Jones, da banda britanica Manfred Mann. Ouvindo a original e essa regravação do Ritchie é onde notamos uma grande diferença. Sem desprezar o original de Paul Jones, Ritchie conseguiu uma nova leitura e dar vida nova a esse clássico, sem perder a originalidade. O mesmo acontece com "Don't Let The Sun Catch You Crying" de Gerry and the Pacemakers. O legal nesse disco é que Ritchie preservou a essencia das musicas, mas deu a elas um certo frescor em cada regravação. A psicodelia está fielmente representada nos arranjos de "Green Tambourine" hit de 1967, da banda americana The Lemon Pipers. Uma música que me surpreendeu bastante foi a regravação de "Wichita Lineman" do americano Glen Campbell. Essa canção de 1968 tocava nas rádios de todo mundo, foi um dos seus maiores hits e quando criança eu ouvia e adorava aquele arranjo grandioso de orquestra. Até nesses detalhes Ritchie foi cuidadoso e trabalhou com orquestra em varias dessas regravações, para mais uma vez preservar essa originalidade dos anos 60. Outro dos meus idolos da infancia também aparece nesse disco é Gordon Lightfoot, um canadense que fez coisas maravilhosas na linha country folk e soft rock. Ritchie regravou dele "If You Could Read My Mind", um hit de 1970. De Liverpool ao invés dos Beatles, Ritchie pegou uma banda menor, mas não menos importante no contexto Merseybeat e British Invasion, o nome deles The Swinging Blue Jeans e a música "You're no Good" que foi top five na Inglaterra em 1964. Eternamente regravado e querido, Burt Baccarach aparece na regravação da fabulosa "Trains, Boats and Planes" (tambem sucesso com Billy J. Kramer & The Dakotas), confesso que quase fui às lágrimas quando ouvi essa regravação do Ritchie. Ele consegue transmitir de forma emocionante todo sentimento de paixão e abandono existente nessa letra. Outro dos meus menestréis favoritos da decada de 60 foi escolhido por Ritchie, o grande Donovan e outra folk psicodelia de primeira "Sunshine Superman". Outro recuerdo de minha infancia é o filme de 007 "You Only Live Twice" na voz de Nancy Sinatra. Outro daqueles arranjos grandiosos para violinos e metais. Uma outra gema desse repertório é a canção "Concrete & Clay" o grande hit da obscura banda Unit 4+2 de Hertfordshire na Inglaterra no ano de 1965. O lado blues psicodelico britanico de Peter Green, dos primórdios do Fleetwood Mac também aparece na sensacional "Need Your Love So Bad" e o discaço encerra magnificamente com uma canção do americano Tim Hardin, uma lenda do folk-rock americano, e por coincidencia é com "How Can We Hang On To a Dream" que Tim Hardin fechava seu primeiro disco em 1966. Uma verdadeira aula de bom gosto musical, que eu aconselho a todos e não só ouçam as versões do Ritchie, mas procurem os originais e descubram um novo mundo de belas canções, de autores, intérpretes e grupos que fizeram parte dessa história às vezes tão esquecida e desprezada de grandes nomes do rock, alguns "one hit wonders", mas mesmo assim de uma importância incalculável.

Só pra completar deixo abaixo dois dos meus discos favoritos de regravações da história do rock. O primeiro é o de Bryan Ferry "These Foolish Things" lançado em 1973. Em seu primeiro disco solo o vocalista do Roxy Music, fez uma seleção impecável de canções de Bob Dylan "A Hard Rain's A-Gonna Fall", "You Won't See me" de Lennon e McCartney e "Sympathy for The Devil" de Jagger e Richards, fora os clássicos dos sixties como "Piece Of My Heart", "Don't Worry Baby" e "The Tracks of My Tears". Assim como Ritchie, Brian Ferry deu sua própria leitura para essas regravações e em alguns casos até uma cara de Roxy Music, como na canção de abertura de Bob Dylan. É mais um daqueles discos que me emocionam do começo ao fim.



O próximo é "Pin Ups" de David Bowie, lançado no mesmo ano de 1973. Esse disco foi severamente criticado pois Bowie vinha de albuns consagrados como "Aladdin Sane" e "Ziggy Stardust" e um disco de covers não era exatamente o que a critica esperava naquele momento. Mas eu adorei esse album pois me mostrou clássicos de coisas que ate então eu ignorava como The Pretty Things e Easybeats. No repertório ainda tem Yardbirds, The Who e a clássica "See Emily Play" dos tempos de Syd Barrett no Pink Floyd. Bowie também procurou preservar a essencia psicodélica dos originais e associou os arranjos da guitarra ensandecida de Mick Ronson dando um brilho mais glam rock para as regravações.



Saindo das regravações para os originais, meu disco de cabeceira nesse momento depois do Leonard Cohen, é Dr John que volta produzido por Dan Auerbach, guitarrista do The Black Keys. Dr John trabalhou com um time de músicos jovens, mas a idéia não era reviver os tempos de seus clássicos como "Gris-Gris" de 1968. O objetivo era dar um novo sabor ao suingue desse cultuado jazzista blueseiro de New Orleans. O resultado final é moderno e preserva toda caracteristica do som de Dr John.


Abaixo recomendo três de seus clássicos, o primeiro é 'Gris-Gris" a sua obra máxima da psicodelia misturando elementos como New Orleans Mardi-Grass, R&B, voodoo e misticismo.


De 1973 o álbum "In The Right Place" traz a versão de Dr John para o rock de New Orleans e seu hit single "Right Place, Wrong Time".


Em 1972 saiu aqui no Brasil o álbum "Dr John's Gumbo" e esse foi meu primeiro contato com a música de Dr John e sua fusão de estilos.Bem diferente dos dois primeiros albuns que exploravam mais as tendencias psicodélicas esse disco é bem mais abrangente e um dos melhores de sua carreira.


E pra terminar deixo um video de algumas coisas novas que ouvi nesse início de ano e aproveito o ensejo para um breve desabafo em relação as críticas que venho recebendo nos comentários desse blog. Algumas resolvi nem publicar pois acho muito desagradável o que vem acontecendo. Aliás muito disso me tirou um pouco a vontande de continuar escrevendo. Tem certas coisas que eu não consigo entender nesse país, desde o começo de minha carreira minha opinião é questionada, lembro que no rádio em 1979 quando mostrava new wave e pós punk eu era chamado de louco e recebia severas criticas dos ouvintes por tocar por exemplo "This Year's Model" de Elvis Costello, "White Music" do XTC ou "Entertainment" do Gang Of Four. Tudo isso soava como um afronto para aquelas pessoas que se recusavam a ouvir o novo. Perdi meu emprego em rádios várias vezes por tocar coisas desconhecidas e que depois com o passar dos tempos acabaram sendo reconhecidas. O mesmo aconteceu em minhas passagens pela 97 FM tocando Britpop e todo mundo odiando Blur, Manics e Pulp, por exemplo. Depois na Brasil 2000 quando assumi a programação fui considerado insano ao tocar a primeira gravação do Franz Ferdinand e do Arctic Monkeys, por exemplo, mais uma vez perdi o emprego pois eram muitas reclamações de ouvintes, que tempos depois endeusavam essas bandas. O mesmo aconteceu com o Lado B da MTV e mais recentemente no Yahoo. Nunca me importei com essas coisas, sempre acreditei no novo, nunca tive medo de música. Queria ser o John Peel desse país, mas que pretensão a minha. John Peel era Deus e meu eterno mentor, aquele que sempre quis ouvir o que vinha pela frente, não interessava se fosse apenas por um single ou uma unica boa canção. Hoje aos 57 anos de idade me incomodo ao ser criticado por acreditar em novas bandas, mesmo assim não vou desistir. Não desprezo o passado, a prova está no texto acima e em tantas outras coisas que escrevi, mas eu lhes rogo deem uma chance pro novo e parem com certas ofensas e radicalismos. Não quero ser dono de verdade alguma, é apenas minha opinião, se incomoda tanto pra alguns por favor tirem meu blog dos seus endereços e procurem outras opções.




12 fevereiro 2012

Melhores de 2011 - Parte 3



A última parte dos meus favoritos de 2011 começa com os neozelandeses do Phoenix Foundation e seu album "Buffalo". Uma mistura perfeita de pop e psicodelia e sintetizadores com toques progressivos. Na classe dos injustiçados pela crítica temos os ingleses do The Fall com "Ersatz", um disco que causou uma certa estranheza dentre os criticos. Se John Peel fosse vivo ele defenderia Mark Smith com unhas e dentes, pois segundo ele o Fall jamais faria um disco ruim e eu concordo plenamente.

Na onda dos hypados o The Drums pegou carona no disco de estréia e fez "Portamento", um album interessante criticado por alguns e elogiado por outros. O revival anos 90 e as referencias musicais estão claras no disco de estréia dos britanicos do Yuck, um belo disco que soube equilibrar muito bem o som das guitar bands dos 90 com uma pegada pop mais atual. Outro, dessa vez americanos, o Smith Westerns com "Dye It Blonde" também chegaram a um bom resultado em seu segundo disco misturando elementos de lo-fi, indie pop e sixties. Alguns mais óbvios como Strokes com "Angles" já tão discutido nas listas, pois algumas simplesmente ignoraram esse album dos caras, que como disse não é ruim, apenas ventos de mudança.

Cut Copy também apostou na velha fórmula dançante que consagrou Air, Daft Punk e LCD Soundsystem e se deu bem depois do excelente "In Ghost Colours" de 2008 veio com "Zonoscope". Outra fórmula interessante e elementar foi a da banda Wolf Gang com o album "Suego Faults" abusando das referencias oitentistas, porém com bom gosto e criatividade. Ainda usando elementos de pós punk veio o Joy Formidable com o álbum "The Big Roar", com uma vocalista e guitarrista espetacular chamada Ritzy Bryan. Dos sons americanos mais intimistas um dos melhores discos nessa onda pós folk e psicodelia ficou para o Woods.
Acho o Woods uma das grandes bandas que surgiram a partir de 2005 no Brooklin em NY. Em seu quinto e melhor disco eles continuam soando como inéditos. Um dos meus favoritos canadenses também me surpreenderam mais uma vez. Em 2008 o Fucked Up me ganhou com o álbum "The Chemistry of Common Life" e agora esse barulhento e melódico "David Comes to Life".

O duo The Kills parece infalível, sempre vem com um disco de boas canções, como foi este quarto album "Blood Pressures".
As bandas femininas tambem marcaram presença com projetos como Babys das americanas do Vivian Girls ou Wild Flag das ex Sleater Kinney e Helium. Mas duas garotas britanicas e dois rapazes do Veronica Falls também fizeram barulho com seu disco de estréia. Outro dos meus favoritos americanos é o grupo garageiro Strange Boys, em seu terceiro disco "Live Music" eles acertam mais uma vez. Se voce gostou de "Arabia Mountain" do Black Lips, com certeza vai amar os Strange Boys.

A multi instrumentista Annie Clark se inspirou em Joni Mitchell e Carole King para fazer seu terceiro álbum "Strange Mercy", um album audacioso e criativo. Um grupo americano chamado Other Lives, por indicação da Norman Records foi outro dos meus preferidos de 2011. Segundo álbum do Other Lives esse "Tamer Animals" mostra que os caras gostam de Flaming Lips e Mercury Rev. O bom e velho rockabilly reapareceu com The Caezars, uma obscura banda britanica que lançou no final de 2010 esse album "Shakedown" mas que eu descobri só em meados de 2011.

Em 2009 os americanos do Real Estate fizeram um excelente disco de estréia. Imediatamente a Domino Records (lar dos Arctic Monkeys e Franz Ferdinand) os contratou e lançou "Days" outro grande disco do ano passado. Um jovem britanico chamado Louis Jones com seu projeto Spectrals chamou a atenção de muita gente da cena independente. Preferido das lojas indies como Norman, Piccadilly e Rough Trade, seus singles na linha lo-fi viraram hit nesse meio. "Bad Penny" foi seu álbum de estreia e não desaponta.

Um coletanea que merece destaque foi "Fac Dance" reunindo as bandas em remixes dançantes do célebre selo Factory de Manchester, imperdível!
As preciosas Bangles reapareceram com "Sweetheart of the Sun", o álbum mais powerpop de 2011. A neo-psicodelia dos californianos do Wooden Shijps também marcou presença com seu terceiro disco "West". Esses caras me agradaram desde o álbum de estréia em 2007.
E encerrando o Bombay Bicycle Club que com seu indie pop infalível arrasou corações em 2011.

23 janeiro 2012

Recomendados de 2011 - Parte 2

Nessa segunda postagem dos discos de 2011 começo comentando alguns veteranos de várias décadas, que lançaram bons discos em 2011. Num dos comentários da postagem anterior, dois leitores citaram o disco que marca a volta do Magazine inglês de Howard Devoto. Um belíssimo álbum que passou despercebido por muita gente. Começo então dando uma lista dos veteranos que curti:

Magazine - No Thyself
Wire - Red Barked Tree
Gang of Four - Content
Cars - Move Like This
John Foxx - Interplay
Gary Numan - Dead Son Rising
New York Dolls - Dancing Backward in High Heels
Chris Isaak - Beyond the Sun
Poly Styrene (ex-X Ray Specs) - Generation Indigo
Bangles - Sweetheart Of The Sun
Dwight Twilley - Soundtrack
Blondie - Panic Of Girls
Ry Cooder - Pull Up Some Dust & Sit Down
Glen Campbell - Ghost On The Canvas
Paul Simon -So Beautiful or so what
Nick Lowe - The Old Magic
Jeff Beck - Rock and Roll Party
Wanda Jackson - The Party ain´t it over
Alice Cooper - Welcome to my Nightmare 2

No video eu comento alguns desses citados e mais algumas bandas atuais que eu recomendo. Em breve a terceira e última edição em video dos melhores de 2011.




17 janeiro 2012

Melhores Do Ano de 2011 - Parte 1

Melhores de 2011 - parte 1



Pra variar 2011 foi mais um daqueles anos que enlouqueci de tanto comprar CDs e vinis. O correio batia na porta do prédio duas vezes por dia. Cheguei a precisar até de um carrinho de supermercado pra carregar uma entrega de discos num só dia. Como detesto ficar fazendo download e ainda sou adepto do formato físico, quem sofre é meu bolso, mas o prazer de um "kick" (como diz meu amigo Fernando Naporano) é como se fosse um orgasmo abrir um pacote de LPs ou tirar o lacre de um CD (coisa de maluco por disquinhos).

Fiz uma série de tres videos mostrando algumas da minhas aquisições preferidas de 2011.
Começo com os veteranos de Chicago, Jesus Lizard, que tiveram uma brilhante carreira nos anos 90 e gravaram esse duplo ao vivo em 2009, chamado "Club". Algumas lojas independentes puseram essa edição dupla em vinil à venda, mas poucos a comentaram. O peso e a energia do Jesus Lizard está presente em maravilhas como "Puss".
Se voce curte Orange Juice e Wedding Present com certeza vai gostar da minha próxima indicação, o grupo californiano The Sea Lions, que lançaram em 2011 o album de estréia "Everything You Always Wanted To Know About Sea Lions But Were Afraid To Ask".

A gravadora Third Man Records de Jack White em pleno vapor lá em Nashville agitou a cena indie local. Os álbuns ao vivo gravados na loja são verdadeiras preciosidades. O mais recente de Jerry Lee Lewis está sendo disputado a tapa no ebay. Jack White gravou e produziu o álbum da rainha do rockabilly Wanda Jackson " The Party Ain't Over". O quarteto de garotas que eu mostro no video são as Black Belles, um álbum sensacional que mistura garage rock, blues e folk. Nessa linha country folk a Third Man Records pra não fugir a tradição de Nashville lançou a edição em vinil do tributo a Hank Willians, chamado "The Lost Notebooks", que reúne uma série de canções inéditas de Hank Willians, intepretadas por nomes como Bob Dylan, Alan Jackson, Lucinda Willians, Merle Haggard, Levon Helm e o próprio Jack White, dentre outros.

No lado britanico quem mais uma vez surpreendeu foi o Metronomy com seu terceiro álbum "The English Rivera". Inspirados no espetacular Saint Ettiene, o quarteto conseguiu um resultado tão bom quanto o disco anterior "Nights Out" de 2008.
No quesito EPs, um dos melhores foi dos americanos do Howler, que foram contratados pela gravadora Rough Trade e acabam de lançar o álbum de estréia, já aclamado pelo NME como um dos bons discos pra começar 2012. Rock como deveria ser, simples e objetivo.
Os californianos do Girls também acertaram a mão novamente com o segundo álbum "Father, Son, Holy Ghost" e vejam que "fofo" esse single de vinil vermelho em forma de coração, da música "Lawrence".
A gravadora Sub Pop também teve um ano agitado de bons lançamentos. Outrora a Sub Pop era a gravadora que inventou o grunge, hoje muito mais eclética, a Sub Pop lança vários estilos como esse Blitzen Trapper, uma mistura de country rock e indie, inspiradissimos em Neil Young, "American Goldwing" é o sexto e um dos melhores álbuns do grupo de Portland. Outra maravilha lançada pela Sub Pop em 2011 foi o álbum da banda inglesa Still Corners, chamado "Creatures of an Hour", uma saudável mistura de neo-psicodelia e shoegazer.

Minha amiga Isabel Monteiro pra nossa felicidade reapareceu em 2011, primeiro fazendo pequenos shows e compondo a mil novas canções e divulgando imediatamente em seu blog. Esse exercício resultou em "Anatomy" um álbum que reproduz todo sofrimento de Isabel nesses anos difíceis de sua carreira. Apesar do sofrimento existe uma extrema beleza em cada canção.
A banda seguinte eu conheci num blog em 2007 e me apaixonei pelo psychedelic blues rock garageiro dos caras. Trata-se do Radio Moscow, um trio de garotos de Iowa, que lançaram pela Bomp Records e seu selo Alive o seu terceiro álbum, "The Great Escape of Leslie Magnafuzz".
Meu lado punk 77 foi alimentado com Johnny Throttle, banda do ex-vocalista dos portugueses do The Parkinsons. O próprio nome já entrega a influencia de Johnny Thunders e New York Dolls.
O lado mais garageiro sixties punk ficou com os britanicos Thee Vicars, que lançaram um dos melhores singles de 2011, esse "Every Day".
No início de 2011 os britanicos do Frankie & The Heartstrings, lançaram um belo disquinho de estréia, mas acabaram ignorados nas listas de final de ano. Uma injustiça pois o disco dos caras é muito bom e além do mais produzidos por Edwin Collins, já que o grupo é fã de Orange Juice.
E o último disquinho desse video é o picture disc da música "Video Games" da hypada Lana Del Rey, que desde o incio eu apostei que seria um dos singles mais votados de 2011. Tomara que o disco de estréia da Lana Del Rey que sai no final de janeiro consiga faze-la emplacar, pra gente ter um descanso de tanta Adele.

08 agosto 2011


Uma saida das gravadoras americanas para faturarem algum dinheiro a curto prazo são as mega-caixas de artistas consagrados. A EMI inglesa por exemplo resolveu reeditar mais uma vez todos os álbuns do Pink Floyd e reuni-los em uma caixa chamada “The Discovery 14 Studio Album Catalogue Box Set”, que compreende os 14 álbuns de estudio da banda e dois cds bonus. Essa mega caixa custará 129.93 libras ( algo em torno de 390 reais), isso se voce comprar pela amazon inglesa. Aqui ainda não existe previsões da gravadora EMI brasileira importar o produto com fez com as caixas dos Beatles, mas certamente isso deve acontecer e o preço com certeza será duas vezes mais que o praticado na Inglaterra. Mas a odisséia Pink Floyd não para nessa caixa. Ainda em setembro sairá uma caixa especial do clássico “Dark Side Of The Moon” (foto abaixo). A super caixa leva o titulo de “Immersion Boxset” e traz nom total 6 discos, 3 cds e 3 dvds. Um desses discos é um DVD audio contendo todos o remixes já relizados do álbum.Num outro cd encontramos uma gravação ao vivo de “Dark Side Of The Moon” feita em 1974 na Wembley Arena em Londres.Além disso aqueles já manjados artefatos que atraem os colecionadores, livro, fotos inéditas etc. Em novembro o álbum “Wish You Were Here” de 1975, também sairá no mesmo formato, seguido por outro clássico “The Wall” com sua caixa prevista para fevereiro de 2012. Cada uma dessas caixas custará 89 libras(por volta de 270 reais). Se importadas por aqui esperem um preço em torno de 800 reais. Pra quem estiver interessado, meu conselho é se voce tiver alguem que vá pros EUA ou Inglaterra nesse final de ano peça, pois vale a pena.

Outra campeã do preço alto dessas mega caixas é a recém lançada “Old School – 1964-1974 de Alice Cooper. Na Inglaterra ela sai por 160 libras (480 reais), consegui a minha cópia através da amazon uk. Como diz um amigo meu um verdadeiro “trombolho” . Originalmente o álbum “School´s Out” imitava em sua capa uma carteira escolar de madeira e dentro vinha o Lp envolto numa calcinha.O box recém lançado imita a carteira escolar em madeira e tem até dobradiças pra dar o movimento de abre e fecha da carteira. Dentro um mundo de quinquilharias,livros,fotos,posters e mais 7 cds. Só esqueceram da calcinha que vinha na edição original do vinil de 1972. O legal dessa caixa é que inspirada no disco “Schools Out”, ela faz uma retrospectiva de outros grandes trabalhos de Alice Cooper nesse período, como os a´buns “Pretties For You” de 1969, “Easy Action” de 1970, “Love It To Death” 1971, “Killer” também de 71 e um dos meus favoritos, além dos clássicos “Billion Dollar Babies” e “Muscle Of Love” de 1973. Esse foi o auge da carreira de Alice Cooper e até hoje considero todos esses seus discos essenciais.

Na cena indie moderna me deparei com uma caixa de 16 discos do cantor americano Rufus Wainwright, filho dos dois grandes interpretes da musica folk Loudon Wainwright III e Kate McGarrigle. O rapaz super talentoso e versátil já lançou 8 aclamados álbuns e agora vem com uma caixa de 19 discos, compilando toda sua carreira e dentre eles 3 dvds com varias apresentações ao vivo. Essa ousadia sai por nada menos que 150 libras (450 reais) Essa é pra fã mesmo!

Por falar em fã eu acho que aqueles que gostam dos Smiths vão balançar depois dessa super caixa que sai no dia 3 de outubro na Inglaterra. O titulo é “The Complete Smiths – Collector´s Edition”. São 8 albuns dos Smiths no formato CD e vinil, 25 compactos e mais os livros, fotos encartes etc. O preço bate todos os anteriores 222 libras (660 reais). A caixa aparecerá em versões menores e mais baratas, uma só com os 8 cds e outra com os 8 vinis.

Em novembro os fãs do The Who também serão felizardos de uma super caixa da clássica opera rock “Quadrophenia” original de 1973. Serão 5 discos, incluindo o álbum duplo original, gravações inéditas, livros, fotos raras e muita memorabilia da banda.O preço será 70 libras (210 reais), um pouco mais modesto se comparado aos anteriores.

Com um preço bem camarada Jimi Hendrix volta a ser explorado pela Sony americana que relançara três títulos até o final do ano, dentre eles a caixa com 5 cds “Winterland” por 34 libras (90 reais).Essa caixa traz as gravações dos shows de Jimi Hendrix em Outubro de 1968 no Winterland Ballroom em San Francisco na California.

Quem também entrou na onda das caixas foi o brasileiro Tom Zé, acaba de sair pelo selo Luaka Bop (a gravadora fundada por David Byrne ex-Talking Heads). Em meados dos anos 80 David Byrne numa de suas viagens ao Rio de Janeiro encontrou num sebo de discos um álbum de Tom Zé e se apaixonou pelo som do baiano de Irará. Mais tarde ele fundava seu próprio selo a Luaka Bop e um de seus primeiros lançamentos foi uma coletânea da obra de Tom Zé que foi super bem recebida e elogiada por críticos do New York Times e por toda imprensa americana. Começava ali um culto a obra de Tom Zé, que se espalhou pelo mundo. Há duas semanas atrás Tom Zé se apresentou no Lincoln Center em Nova York para fazer o lançamento da caixa “Studies of Tom Zé”. A caixa contém 3 Lps e um compacto em vinil transparente contendo duas gravações ao vivo no Barbican de Londres, acompanhado pela banda americana Tortoise.A caixa custa 60 dolares e pode ser adquirida diretamente no site da Luaka Bop.


Agora, quer saber qual a campeã das mega caixas este ano, os americanos do Grateful Dead. O site da banda no inicio desse ano ofereceu aos fãs da famosa e cultuada banda americana, uma caixa com 72 cds da tour “Europe 72” em edição limitada de 7.200 cópias que se esgotaram em menos de um mês. O preço era 500 dolares e começa a ser distribuída em setembro. O site a banda vende ainda uma versão para aqueles que não estão entre os mais de 7 mil fãs. Essa nova versão custará 450 dolares e está disponível para pré- venda no site http://www.dead.net/ . Originalmente lançado na década de 70 “Europe 72” era um álbum triplo ao vivo dessa tour européia. Dessa vez foram compilados praticamente todos os shows da tour e incluidos nessa caixa.
Mesmo na era do download as gravadoras americanas e inglesas não desistem dos projetos especiais essas caixas sempre serão um atrativo para os fãs.Além do mais é uma forma de manter a obra do artista viva e revisitada em diversos formatos.